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Paralamas do Sucesso - SESC Pompeia (13.01.17)

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Eles vieram tocar na capital. Banda que seguramente é um dos maiores patrimônios do rock nacional, os Paralamas do Sucesso conseguiram ao longo dos anos sobreviver com uma integridade que poucas bandas conseguiram ao longo de sua história. Um bom reflexo disso foi a expectativa do público, que esgotou em minutos os ingressos para as três apresentações que a banda fez no SESC Pompeia entre os dias 12 e 14 de janeiro.

Sem um novo álbum de inéditas desde Brasil Afora (2013), que não teve nenhuma música no setlist, o show dos Paralamas hoje é um a verdadeira catarse desde os primeiros acordes da banda no palco, com Vulcão Dub.

Em esquema de retrospectiva, cada sucesso é entoado pelo público com uma intensidade que impressiona e nos questiona se somos realmente justos o suficiente com nosso próprio patrimônio. Responsável por praticamente  fazer acontecer toda cena de Brasília e ter auxiliado inúmeras grandes bandas, Herbert Vianna é no palco uma verdadeira lenda. E emociona, muito.

Conversando pouco e tocando muito, os Paralamas passam por todas as suas fases. De O Passo do Lui (984) até Hoje (2005), cada disco apresenta uma fase do grupo e a mesma intensidade, sempre executado com uma vitalidade anormal, acima da média. Amparado pela sempre competente banda de apoio formada por João Fera (teclado), Bidu Cordeiro (trombone) e Monteiro Junior (sax), os Paralamas são no palco uma verdadeira Big Band brasileira.

E os hits, que são muitos, fazem a festa do público. A abertura extasiante com Alagados, a dobradinha Cinema Mudo/Ska, as mais “recentes” Cuide bem do seu amor e Ela disse adeus embalaram gerações, mas ao vivo soam tão próximas quanto toda fase de 80 do grupo.

Em um show de quase 2h, Herbert, Bi e João realizaram esse que deve ser um dos grandes shows nacionais de 2017 ao mesmo tempo que iniciaram mais um ano em sua já longínqua carreira.

Entre sucessos antigos como Meu Erro, Óculos, Trac Trac e Lanterna dos Afogados, a força de faixas como Seguindo Estrelas e Calibre, uma miscelânea tão grande quanto a carreira de uma banda que soube se enveredar por tantos ritmos durante a carreira.

O fim, como não podia deixar de ser, trouxe Vital e Sua Moto quase em nível de hino da passagem da banda pela cidade, que se encerrou com o cover da Legião Urbana em Que País É Esse?.

Os Paralamas seguem mais fortes do que nunca e escreveram mais uma página dentro de sua história com o público de São Paulo. Cada vez mais encantando novas gerações, segue firme com um livro que ainda tem muitas páginas em branco para serem escritas.

A música passa por aqui.

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