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Tutti Frutti - SESC Belenzinho (14.01.17)

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Em tempos onde a imagem de Rita Lee tem surgido na mídia em virtude de sua (polêmica) autobiografia, encontrar um show do Tutti Frutti dentro da agenda cultural da cidade é algo de pura satisfação.

Banda que fez de Rita uma artista consagrada nacionalmente em carreira solo, o Tutti Frutti tinha nas mãos de Luiz Carlini, verdadeiro mago das seis cordas, a melodia de faixas que se enraizaram no cultura pop. Agora só falta você, Ovelha Negra... não faltam exemplos. E a banda resolveu se reunir novamente para celebrar exatamente os clássicos do álbum Fruto Proibido, lançado em 1975. O show aconteceu no último dia 14 de janeiro no SESC Belenzinho.

Além de Carlini, parceiro fundamental na carreira de Rita, completam a banda a esposa Sol Ribeiro (vocais), o filho Roy Carlini (guitarra), Johny Boy (teclados e vocal), Franklin Paolillo (baterista e integrante da formação original da Tutti Frutti), Rubens e Gilberto Nardo (backing vocals e ex-integrantes da banda).

Com público razoável e uma banda coesa, Carlini mostrou que o rock precisa sim de bandas como o Tutti Frutti. Em um show onde o repertório foi além do álbum citado, o guitarrista deu um show de carisma e técnica em uma apresentação que ainda trouxe faixas dos álbuns Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974) e Entradas e Bandeiras (1976). E deu saudade, muita.

Seja pelos clássicos de Fruto Proibido como Cartão Postal e Dançar Pra Não Dançar ou pelas releituras de Lá Vou Eu, famosa na voz de Zélia Duncan, uma “quase mutante”, o show do Tutti Frutti é pura diversão, soando nostálgico como deve ser e sem maiores pretensões.

Em um bom ritmo durante pouco mais de 1h, Carlini tocou enquanto o ótimo vocal de sua esposa, Sol Ribeiro dava vida a alguns dos maiores hits de Rita Lee. Engatando na seu final as sempre eficientes Esse Tal de Roque Enrow e Agora só falta você, o Tutti Frutti saiu do palco ovacionado pelo já veterano público da banda.

Espremido por um calendário que nesse fim de semana levou às unidades do SESC atrações como Lô Borges, Paralamas do Sucesso e Jards Macalé, o show da banda de Luís Carlini acabou garantindo uma noitada como há tempos não se via na cidade.

Celebrando o passando e abrindo a estrada para o futuro com a promessa de voltar mais vezes a tocar nesse esquema de reunião, o guitarrista e sua banda agradaram como sempre fizeram na carreira. Celebrando sempre uma época que não volta nunca mais.

A música passa por aqui.

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