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Clemente e a Fantástica Banda Sem Nome - SESC Pompeia (26.01.17)

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Clemente é punk. Clemente é rock! E foi esse Clemente mais rock que o público teve a chance de conferir no último dia 26 de janeiro no palco do SESC Pompeia dentro da divulgação do álbum Antes Que Seja Tarde, que também é seu primeiro projeto solo.

Acompanhado de Joe Gomes, Rodrigo Cerqueira e Johnny Monster, ou A Fantástica Banda Sem Nome, Clemente encarou uma nova realidade diante daquilo que podemos chamar de um novo público, dado que todos os presentes sabiam se tratar de um show diferenciado, baseado em um repertório que se distancia da atmosfera de um show do Inocentes.

E não é só o repertório do show que passa longe da agressividade dos Inocentes. O próprio Clemente em pouco lembra o artista que se tornou um patrimônio do punk nacional ao longo dos últimos anos. E esse é o grande trunfo de seu primeiro disco solo assim como de seu novo show. Muito mais performático que em qualquer outro trabalho seu, o elegante vocalista se assemelha a um verdadeiro gangster no palco. Camisa vermelha, chapéu preto... e logo tudo ganha forma quando as faixas de Antes Que Seja Tarde começam a ser executadas.

Assim como foi dito no Passagem de Som quando o álbum foi lançado, o rock do primeiro disco solo de Clemente é aquele tipo de música que você torce para ouvir no rádio. Peso bem dosado, letras fáceis, bom conteúdo e uma dinâmica que casa com aquilo que esperamos inconscientemente de uma música que possa entreter sem a função de ser messiânica. No palco com esse repertório, Clemente faz exatamente isso. Diverte e muito!

Em um show de pouco mais de uma hora Clemente faz com que faixas como Quando os Anjos Caem e As Verdades Doem soem ainda melhores que no CD. Existe uma entrega e ânsia da própria banda em dar vida para o trabalho que o show passa a funcionar como um laboratório de boas experiências. Faixa que abre o CD, Imprescindível soa ainda mais pesada ao vivo e é de longe uma das que mais se destacam.

Transitando aleatoriamente por seu repertório, todas as faixas do disco são executadas em um show agradável e que ainda apresenta versões ousadas e divertidas de Eu Sou Terrível, da dupla Roberto e Erasmo, e Sangue Latino, do Secos & Molhados.

Em sua estreia solo Clemente apresenta um show que satisfaz quem não nutre expectativas ou comparações. Primando pela sinceridade, consegue separar o passado do presente. Olha para o futuro e agradece. Eis um novo Clemente. 

A música passa por aqui.

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