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Borknagar - Hangar 110 (22.03.17)

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Formado há mais de duas décadas na Noruega, o Borknagar sempre foi visto como um supergrupo do gênero graças ao vasto número de experientes músicos que passaram pela banda em toda sua história. Ex-integrantes de expoentes do metal extremo como Enslaved, Dimmu Borgir e Immortal são alguns dos nomes que rodeiam toda a qualidade exercida pela banda ao longo de seus dez álbuns. Portanto, não era a toa que sua primeira passagem pelo Brasil levasse ao Hangar 110 gente das mais variadas cidades para conferir a turnê do álbum Winter Thrice, lançado em 2016.

Pontualmente às 21h (horário ideal para shows, dado que o público tem condições de utilizar o transporte público sem nenhum grau mais alto de desespero por acabar ficando na rua madrugada adentro) os telões do Hangar 110 foram desligados para que Pål Mathiesen (vocal), I.C.S. Vortex (baixo/vocal), Lars A. Nedland (teclado/vocal), Baard Kolstad (bateria), Øystein Garnes Brun (guitarra) e Jens F. Ryland (guitarra) subissem ao palco um bom – e empolgado – público.

Com um som complexo, que envolve aí ao menos três linhas vocais e quatro instrumentos, o show do Borknagar necessita que seus instrumentos e microfones estejam regulados de forma impecável, só assim o verdadeiro diferencial do grupo poderá ser sentido ao vivo. Isso fica nítido especialmente nos momentos em que Pål Mathiesen alterna suas linhas mais melódicas com vocais guturais. E logo de cara, com a épica The Rhymes of the Mountain, faixa do álbum que dá título à turnê, viu-se que a equipe da mesa de som teria bastante trabalho durante o show...

Oceans Rise, faixa do álbum The Archaic Course, foi responsável pelo primeiro grande momento da noite. Uma das mais antigas da banda, funcionou abafando especialmente os problemas ocorridos nos microfones, aliás, esse talvez seja o grande trunfo da banda norueguesa em sua primeira passagem pelo país.

Esbanjando carisma, todos os integrantes da banda se entregaram conforme a intensidade de suas músicas, resgatando a intensidade dos discos sem um teatro que muitas vezes esfria a performance de bandas do gênero. Foi realmente uma pena em Ad Noctum e Universal os microfones de I.C.S. Vortex acabassem praticamente abafados, a ponto de ambas as faixas soarem praticamente instrumentais àqueles que estavam mais ao fundo da casa.

A segunda metade do show já passou a contar com os vocais de Vortex e Lars no volume certo, isso passou a dar uma consistência ainda maior para o show, que se embalou de vez com a clássica Frostrite, de 2012, e Dauden, que foi definida por Pål como “uma típica canção norueguesa extraída de seu álbum de estreia há mais de 20 anos lançado.

O Borknagar deixou o palco após The Olden Domain, outra da primeira fase da banda, ainda na década de 90, e retornou para um bis devastador, que se iniciou com Colossus, uma das mais expressivas do ótimo repertório da banda, e Winter Thrice, de seu último disco.

Em um show onde o carisma se sobrepôs aos problemas técnicos, o Borknagar fez sua estreia em palcos brasileiros com méritos de uma história que desde o início o colocou como uma banda diferenciada na cena. São elementos progressivos, uma variação de vocais e muita, muita técnica, comprovando ter sido esse um daqueles shows imperdíveis dentro de um calendário tão vasto.

A música passa por aqui.

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