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Samsung Blues Festival - Teatro Opus (01.06.17)

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Ano após ano, em meio a um calendário que parece esmagar vertentes como o blues e o jazz, o Samsung Blues Fest se faz cada vez mais necessário a um público que deseja simplesmente mergulhar em uma noite repleta de bons riffs. Agora em um novo espaço, provavelmente o mais condizente com seus propósitos, o festival aconteceu no novíssimo Teatro Opus, localizado no Shopping Villa Lobos, onde durante os dias 1, 2 e 3 de junho trouxe ao palco nomes como Sonny Landreth e Albert Cummings em uma edição mais enxuta, mas bastante coesa.

Em um line up que trazia ainda nomes expressivos do blues nacional como Igor Prado e Hammond Grooves, o Samsung Blues Festival parece ter encontrado sua fórmula, mesmo que ainda acabe batendo cabeça em algumas situações.

Com ingressos parcialmente esgotados, o primeiro dia de festival trouxe ao palco toda a versatilidade de Igor Prado, além do lendário guitarrista Sonny Landreth, seguramente um dos grandes nomes da história do blues contemporâneo. Depois de um atraso (incompreensível) de mais de 40 minutos, Igor Prado subiu ao palco do ainda vazio Teatro Opus, um vazio inexplicável, dado que os ingressos constavam como esgotados, para mostrar porque é um dos melhores nomes da cena brasileira....

No palco Igor faz tudo exatamente como seus ídolos. Transita pelo blues de Chicago, o West Coast Swing, o Slow Blues... ensina e explica, mas justamente por estar no Brasil, seu show acaba soando caricato para quem acumula tamanha experiência. Evocando suas conquistas a todo instante, o excelente guitarrista parece emular suas preferências ao lado de uma banda que pode ser taxada de impecável, mas onde tudo parece simplesmente emulado do original.

Guitarrista que levou o blues brasileiro a um outro patamar, Igor precisa trazer para sua música, ao menos no Brasil, o clima intimista que o levou a se apresentar nos maiores festivais do gênero nos Estados Unidos. Com o conhecimento e técnica que possui isso não será nenhum problemas, mas ao menos nessa noite, diante de um público que parecia não ter a noção exata do show que estava vendo. Pode até ter agradado parcialmente, mas para quem já tinha um contato mínimo com o gênero acabou não dizendo nada demais.

Com um intervalo curto, de menos de 20 minutos, Sonny Landreth subiu ao palco do Samsung Blues Festival para apresentar suas referências do sul dos Estados Unidos em um repertório que em suma explorava faixas presentes em seu último lançamento, Recorded Live In Lafayette, de 2017.

Com uma sobriedade absurda e diante de um reduzido público, Sonny Landreth organizou seu set para menos de uma hora, dando respaldo à obrigação de encerramento do festival antes da meia-noite, o que foi uma pena. Nesse caminho apresentou faixas como Creole Angel e Riding With the King, fruto de sua parceria com John Hiatt. Um dos grandes mestres do bottleneck guitar, evocou elementos de música country e do zydeco em meio a um blues poderoso, muitas vezes flertando com o rock, onde seu vocal parece fazer ainda mais sentido.

Conversando pouco, ainda tocou a ótima Congo Square, assim como a matadora de It Hurts Me Too, clássico gravado na década de 40 e com versões que vão de Grateful Dead até Eric Clapton.

Poderia ter sido um show melhor, ainda que não tenha sido ruim. Longe disso, mas a ideia  de que a partir dos problemas de horário e ausência do público os artistas tiveram horários a cumprir, a sensação de obrigação para estar no palco acabou minando o brilho de Sonny Landreth, que se despediu de forma tão rápida e repentina que não se entendeu completamente o que estava acontecendo.

Obviamente o festival tem tudo para seguir firme e explorando todas as vertentes do blues, mas ao menos nesse primeiro dia o Samsung Best of Blues mostrou que está apenas engatinhando nesse novo espaço, que tem tudo para ser a verdadeira casa do blues na cidade, ao menos na teoria.

A música passa por aqui.

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