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Sepultura - SESC Belenzinho (27.07.17)

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Com um novo álbum, uma cinebiografia e uma aparente estabilidade, ver o Sepultura ao vivo parece ter se tornado novamente uma experiência tão gratificante para o público, assim como para a banda, que vive uma ótima fase.

Machine Messiah vai bem, Endurance: Sepultura vem sendo elogiado e o grupo retornou a São Paulo para três shows no SESC Belenzinho esgotados em questão de minutos, reforçando ainda mais essa devoção do público por um dos maiores patrimônios da música brasileira.

Há quem diga que a banda mudou demais ou então ignorou seu passado, mas a verdade é que o Sepultura nunca estagnou na carreira, nem mesmo quando Max e Igor Cavalera estavam na banda. Dito isso, obviamente as faixas de Machine Messiah contrastam com os discos considerados clássicos pelo grupo, mas nem por isso menos poderosas.

Extraídas do novo álbum, I Am the Enemy e Phantom Self apresentam um Sepultura com ecos de Machine Head em um som que experimenta elementos progressivos de forma muito mais latente que outrora. Mesmo Kairos, que dá título a um dos melhores álbuns dessa segunda fase da banda, parece soar na contramão do que é realizado em Machine Messiah, mas tudo ao vivo ganha um corpo. E esse corpo se chama Sepultura.

Tecnicamente a banda também parece viver seu auge. Eloy Casagrande conseguiu fazer o público “esquecer” Igor e Derrick já tem ciência do tamanho do legado que pesa sobre suas costas. E tudo funciona como deve ser, especialmente quando Desperate Cry, de Arise, e Inner Self, os primeiros clássicos da noite, começam a ser entoados.

Daí em diante o jogo está ganho. Alternando faixas mais clássicas como Territory e Biotech Is Godzilla, esta com um medley interessante com Polícia, dos Titãs, o Sepultura soa grande como deve ser e até mesmo as faixas de Machine Messiah parecem embalar melhor o show, que ainda conta com as sempre empolgantes Refuse/Resist, e Arise.

O bis com Sepultura Under my Skin, Ratamahatta e Roots Bloody Roots coroou o atual momento da banda mineira sem muita cerimônia. Primeiro de três shows no SESC, o Sepultura segue fincando ainda mais fundo a bandeira da música pesada em meio ao fato de não ter grandes veículos apoiando seu trabalho. E nem precisaria, afinal, o público já garantiu que é só disso que a banda precisa.

A música passa por aqui.

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