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Basement - Clash Club (22.07.17)

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Quando o Basement anunciou sua turnê pelo Brasil, dois meses atrás, uma onda de histeria tomou conta das redes sociais. Formado em 2009, o crossover realizado pelo grupo, uma mistura de emocore, punk rock e rock alternativo, garantiu ao longo da última década uma base de fãs sólida o suficiente para justificar tamanha expectativa.

Com três álbuns lançados, o último deles em 2016, Promise Everything, o Basement chegou a São Paulo para atender uma demanda incomum diante do atual calendário paulista, praticamente esgotando os ingressos de uma Clash Club que, abarrotada, ferveu na última noite de 22 de julho.

Com abertura das bandas BRVNKS e Kill Moves, ambas com boa recepção diante de casa cheia, o Basement mostrou o tamanho da expectativa do público com um show tão, mas tão intenso, que se sobrepôs ao curto período que a banda permaneceu no palco, de praticamente uma hora.

Composto por um quinteto, o Basement no palco esbanja uma vitalidade que não é normal. Muitas vezes beirando a insanidade, o grupo consegue fazer com que distância que separa a banda do público praticamente não exista. E isso vale literalmente, dada que a quantidade de stage diving que acontece durante o show, tão intenso quanto os gritos do vocalista Andrew Fisher.

Também não há abismo entre o passado e o presente da banda. Ou se ele existe é tão sensível quanto as letras gritadas pela banda. Mesmo faixas de seu último álbum, Promise Everything, são cantadas a plenos pulmões por um público que parece acompanhar a empolgação do grupo a cada novo acorde. Dessa forma não surpreende que faixas como Oversized, Aquasun e Brother's Keeper sejam responsáveis por uma apresentação ausente de momentos em que possa oscilar ou dar descanso.

Responsáveis pela ascensão do Basement até seu pequeno hiato, em 2012, os álbuns I Wish I Could Stay Here e Colourmeinkindness completam um setlist de pouco mais de dez músicas. E mesmo para quem não é tão fã do grupo, fica nítida a diferença desse tipo de música para aa cena da bay area americana.

Britânico, o Basement apresenta uma sonoridade muito mais variada e repleta de andamentos mais complexos com sua dupla de guitarristas, tal qual o multifacetado nem tão americano At the Drive-In, e isso é muito bem visto pelo público, que chegou perto de esgotar até mesmo o merchandising oficial do grupo, posicionado na entrada da casa.

Com pouco – e bem pouco – mais de uma hora de show, o furacão apresentado pelo Basement agradou e desgastou seu público. Sem cerimônia e agradecendo bastante, o grupo escreveu um capítulo importante de sua história em solo brasileiro, abrindo de vez as portas para esse tipo de música e garantindo sua posição de destaque no chamado post hardcore.

A música passa por aqui.

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