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Planet Hemp - Audio Club (18.08.17)

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Eles não lançam um novo trabalho de inéditas há quase duas décadas, construíram uma carreiras particulares capazes de por si só lotarem uma casa de shows e ainda assim conseguem resgatar a mesma atmosfera do início da banda. Quem viu o Planet Hemp no último dia 18 de agosto, na Audio Club, teve a certeza do quanto o som do grupo se tornou atemporal e se faz necessário tanto tempo depois.

Não é qualquer coisa. O Planet Hemp ainda consegue fazer seu discurso ser extremamente relevante 17 anos após seu primeiro álbum, soando tão atual quanto as imagens no telão da banda, uma atração isolada. Musicalmente o grupo também soa como um furacão. Pesado, barulhento e aplicando uma fusão de ritmos tão intensa quanto a reação do público, algo digno de um show do Rage Against the Machine.

Com faixas como Legalize Já e Dig Dig Dig (Hempa), ambas responsáveis pela abertura catártica do show, o Planet Hemp consegue arrebatar o público mesmo com o jogo já ganho. Com casa cheia (digo, muito cheia), algo extremamente atípico na atualidade, perceber como a parceria entre Marcelo D2 e BNegão soa tão entrosada e intensa ao vivo é um alento diante do cenário que se desenhou no mainstream.

Do primeiro álbum, Usuário, praticamente todos os clássicos são executados numa intensidade anormal, apoiada ainda pelo ótimo som do show, tão alto quanto possível, o que obviamente resultou em enormes rodas e a transformação da pista em um verdadeiro pandemônio, especialmente quando João Gordo se juntou à banda.

A pausa para o descanso com Contexto, uma letra que certamente seria chamada de inconcebível em tempos atuais, somatiza a relevância do Planet Hemp em tempos atuais, onde injustiças e intolerância parecem estar vencendo a realidade. Queimando Tudo, Mary Jane e Zerovinteum são só alguns exemplos de como a banda carioca redefiniu o status quo do rock na década de 90, especialmente por aproximar a periferia dos grandes centros. Basta ouvir (enquanto pula) os versos de cada faixa e perceber o quanto o discurso de integração da banda se faz necessário.

Ao longo de pouco mais de 1h um setlist de pouco mais de 14 músicas garantiu ao Planet Hemp o status de um dos melhores shows realizados em 2017 na cidade de São Paulo. Um pandemônio. Um show que faz qualquer um pensar que uma banda como o Rage Against the Machine foi nos Estados Unidos algo como o “Planet Hemp brasileiro”.

A música passa por aqui.

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