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Os Novos Baianos - Espaço das Américas (01.09.17)

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Existem coisas cujo a magia do tempo não é capaz de apagar. Tudo o que envolve o nome d’Os Novos Baianos é assim. Grupo que fez história na década de 70 e conseguiu estabelecer uma estética tão, mas tão brasileira que, em pleno 2017, é capaz de fazer a tudo acontecer como no passado.

Claro, o tempo passou para todos, mas a música ainda está lá, praticamente intacta. E foi isso que um eufórico público conferiu na noite do último dia 1 de setembro em um lotado Espaço das Américas, na segunda passagem do grupo dentro de sua turnê de reunião pela capital paulista.

No palco Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão se completam. É música e poesia. É rock e forró. Bossa Nova e heavy metal. A técnica de Pepeu Gomes aliada ao mais puro feeling de Paulinho e Baby, a suavidade de Moraes Moreira.

Em um show que, quase criminosamente, teve seu início já na madrugada de sábado, Os Novos Baianos trouxeram cores, muitas cores ao palco do Espaço das Américas. Com uma configuração que possibilitou a pista frente ao palco, o grupo engatou logo de cara clássicos como Infinito Circular, A Menina Dança, Preta Pretinha e Dê um Rolê, músicas que se recusam a envelhecer e ganharam ainda mais força com o passar do tempo.

Alternando um repertório que transitava por momentos intimistas, como em Acabou Chorare, que soube se adaptar à voz já carrancuda de Moraes Moreira, até a empolgação literal de Pepeu, que no palco carrega consigo dois de seus filhos, abrilhantando ainda mais a jam de Um Bilhete pra Didi.

Ironicamente, embora sejam Os Novos Baianos, o som do grupo soa brasileiro o suficiente para transitar por praticamente tudo o que essa terra tão castigada ofereceu ao longo de um século de música. É daí que a bossa nova de João Gilberto surge em uma versão incrível na voz de Moraes Moreira, que ainda se faz protagonista com Amar-te. E mostra que não é só a música, mas a nossa língua que surpreende a cada verso.

Em praticamente duas horas de show, o grupo deu tudo o que lhe era esperado, deixando o palco após a catarse de Brasil Pandeiro, uma espécie de “segundo hino nacional”. Ligados um ao outro, cada Baiano deixa o palco levando consigo uma parte do Brasil. Deixando a sensação de que seu novo capítulo de história é tão histórico quanto deveria.

Eles são os Novos Baianos, fruto do Brasil.

A música passa por aqui.

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