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Helloween - Espaço das Américas (29.10.17)

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Existem noites que se desenham tão históricas que fica difícil tentar achar algum defeito. Eles existem, claro, muitas vezes tão nítidos que em uma situação normal poderiam comprometer o andamento da situação, mas ainda assim não impedem que certas noites sejam histórias em um nível que só a música pode proporcionar.

Realizado em duas noites no Espaço das Américas, dias 28 e 29 de novembro, a aguardada turnê de reunião do Helloween em solo brasileiro foi um desses momentos. Com ingressos esgotados há praticamente um ano, mobilização nas redes sociais e uma certa apreensão com os boatos que envolviam a voz de Michael Kiske nesse início de turnê, o show foi exatamente o que o público esperava, especialmente se somarmos a isso as falhas técnicas que deram um tom até certo ponto natural para o longo show da banda alemã.

Em seu show mais multimídia realizado no Brasil, o Helloween trouxe a United Pumpkins Tour como um filme executado em ritmo de viagem no tempo, tal qual o Rush fez com o álbum Moving Pictures há alguns anos. Nesse caso as aventuras de Seth e Doc, os dois mascotes da banda. Era a partir deles que cada clássico ganhava vida na voz de seu vocalista correspondente.

E não faltaram clássicos. Do início com a dobradinha formada pela épica Halloween e a sempre eficiente Dr Stein, o show do Helloween foi programado justamente para que cada parte de sua história surgisse diferente de tudo fora declarado nos meses que antecederam a turnê. Houveram duetos, solos, homenagens...

Nitidamente como a peça mais sólida da banda, Andi Deris fez a cama para que Michael Kiske garantisse seus agudos o mais próximo possível em cada clássico executado. Destaque para faixas as emblemáticas I´m Alive e Rise and Fall, a grande surpresa dos shows no Brasil. E mesmo questionado pelo público nos últimos discos, Andi Deris deu show. Não só pela sua capacidade vocal, em plena forma durante os shows que a banda fez em São Paulo, mas pelo carisma de saber ser protagonista somente quando lhe cabia. E assim mesmo faixas menos expressivas da banda como Are You Metal? e Waiting for the Thunder, do álbum Straight Out of Hell, de 2013, foram bem recebidas. Algo que cresceu ainda mais quando faixas poderosas como Sole Survivor, Power e Why? ganharam o lotado Espaço das Américas.

O medley executado por Kai Hansen, um dos momentos mais marcantes do show, onde faixas como Starlight / Ride the Sky / Judas / Heavy Metal (Is the Law) são executadas, foi interrompido por duas vezes por problemas técnicos, foi quando teve-se a certeza de que o Helloween estava mais abraçado do que nunca pelo público.

Kiske, sem dúvida o principal elemento dessa reunião, tb não decepcionou. Longe disso, fez de faixas como How Many Tears e Eagle Fly Free uma recordação tão forte na cabeça de seus fãs que agigantou ainda mais a performance épica de Keeper on the Seven Keys, já no primeiro bis do show.

O bis com Future World e I Want Out, sempre previsível, tinha uma nova atmosfera. Provavelmente em seu auge de execução, os clássicos da banda selaram uma noite onde o Helloween se mostrou uma banda tão gigante quanto a devoção de seus fãs, que encheram o Espaço das Américas de bexigas cor de laranja. Não era mais uma noite, mas a maior noite da história da banda em solo brasileiro.

Com cheiro de fim de festa, o Helloween cumpriu o que prometeu e deixou todos com água na boca após divulgar uma faixa inédita celebrando a reunião da banda. Se existe algo que TEM que acontecer é justamente isso seguir em frente. Não sabemos para a banda, mas para o público isso certamente é a garantia de ovação que o grupo sempre mereceu desde sua fundação na década de 80.

A música passa por aqui.

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