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Green Day - Anhembi (03.11.17)

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Poucas bandas são capazes de agradar tantos nichos quanto o Green Day. Formado na década de 80, o trio formado por Billie Joe Armstrong (guitarra e vocais), Mike Dirnt (baixo e vocais) e Tré Cool (bateria), o grupo cresce tanto nos últimos anos que isso se transformou em sua benção e maldição. Algo que foi conferido na divertidíssima apresentação que a banda realizou no último dia 3 de novembro em um sucateado Anhembi, em São Paulo, dentro da turnê de divulgação do bom Revolution Radio.

Com boa procura de ingressos, o show do Green Day garante hoje uma das noites mais divertidas da vida de quem nunca viu a banda, o que é bom ao mesmo tempo em que se transforma em um calcanhar de Aquiles do trio americano. Verdadeira ovação ao rock, o Green Day evoca seus ídolos, interage, mostra vigor e técnica em um show que chega perto de 2h30, mas podia ser muito, mas muito mais objetivo.

Amparado especialmente por faixas mais recentes, lançadas a partir do álbum American Idiot (2004), o show começa tão esplendoroso que fica difícil acreditar que trata-se de uma banda de punk rock. Não só pela performance, que agrega ao palco três músicos de apoio, mas no excesso de carisma (o que não é ruim em um primeiro momento) por parte do vocalista e guitarrista Billie Joe, já em Know Your Enemy, que dá início ao espetáculo.

Bang Bang e Revolution Radio, ambas do novo álbum, tiveram boa recepção, mas é com Holiday que o Green Day ganha de vez o público. Com o som mais encorpado graças aos músicos de apoio, o trio americano parece muito mais preparado para executar faixas mais recentes de sua carreira, porém parece deixar o som mais visceral de faixas clássicas um mais palatável ao novos fãs. Isso fica perceptível em faixas emblemáticas do grupo como Longview e Welcome to Paradise, muito menos intensas que em suas versões originais.

Como previsível, faixas do calibre de Boulevard of Broken Dreams e St Jimmy puxam a fila de uma histeria proporcionada por um vocalista que soube como poucos conversar com sua geração, ou melhor, se adaptar a ela. Do louco junkie dos tempos de She, essa criminosamente limada do setlist, até o discurso anti-bullying de Nice Guys Finish Last, Billie Joe sabe que fala para quem realmente está disposto a ouvi-lo. E fala justamente o que essas pessoas querem ouvir, até por isso consegue fazer com que seus shows sejam uma mistura de velhos e novos fãs frente a um porta-voz de toda uma geração, cada um se empolgando mais com um período bem diferente de sua carreira.

O bis com American Idiot, faixa que alçou o trio a um novo patamar, e Jesus of Suburbia, coroa o sucesso de um Green Day plenamente adaptado ao seu público à medida que não ignora seu passado. Responsável por uma das noites mais divertidas do ano em São Paulo, o trio – que no palco é um sexteto – mostrou dominar a arte do entretenimento de forma categórica, mesmo que isso custe uma parte vital do gênero que o consagrou.

A música passa por aqui.

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