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Hot Water Music - Carioca Club (02.12.17)

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Existem shows onde a chance de dar errado são mínimas. Ínfimas o suficiente para se tornarem praticamente impossíveis. E a primeira turnê da história do lendário Hot Water Music por São Paulo é uma delas.

Proeza realizada pela Highlight Sounds ao lado do Hangar 110, que por sua vez escreve seus últimos capítulos, a primeira turnê da banda do vocalista Chuck Ragan corrige um erro de anos e ainda prolongada desde quando o grupo lidou com o cancelamento do Wros Festival, evento do qual seria headliner durante os dois dias de realização. Por isso, ver o Carioca Club com ingressos esgotados no último dia 2 de dezembro não foi surpresa, nem de longe.

Com abertura em esquema de matinê, às 17h45, o Racquet Club realizou o show de abertura com a pompa de quem sabe que tem uma estrada para percorer. Composto por integrantes das bandas Samian, The Jealous Sound e Knapsack, o grupo lançou no último mês de setembro seu álbum de estreia, apresentando faixas que agradaram o público que começava a lotar o Carioca Club. .

Dividindo-se entre o setor de merchandising e o show do Racquet Club, já era possível sentir o nível da expectativa do público, que disputava palmo a palmo a atenção dos vendedores para adquirir o material oficial do grupo. Isso aconteceu até próximo de 19h30, quando o Hot Water Music finalmente encerrou essa espera logo de cara com Remedy, um dos maiores clássicos do grupo extraído de seu quinto registro, Caution, de 2002. Daí pra frente iniciou-se um desfile de faixas eternizadas no hardcore que só eram ofuscadas pela entrega do vocalista Chuck Ragan no palco, algo realmente comovente de assistir.

Nem mesmo faixas mais recentes da banda, extraídas do álbum Lights Up, lançado há aproximadamente dois meses, ofuscaram o ímpeto dos fãs, que na maior parte do tempo abriam rodas e realizavam stage diving a cada música. Do novo disco apenas três faixas, Never Going Back, Complicated, Vultures e Bury Your Idols, que não fazem feio à história do Hot Water Music e deram um descanso ao histérico público.

Jack All Trades, do disco A Flight and a Crash, foi cuma das mais empolgantes do show, especialmente após o discurso de Chuck falando sobre a paciência com a banda após o cancelamento 4 anos atrás. Conversando pouco, o grupo se entregou o suficiente para suprir a ausência de Chris Wollard, que se recupera de problemas de saúde. Em seu luigar, Chris Cresswell, membro do The Flatliners, que veio recentemente ao país, assumiu não só a guitarra, mas os vocais nas faixas que lhe cabiam.

A reta final do show com faixas como Turnstile e Trusty Chords, duas das mais significativas da banda, coroou um repertório que, mesmo não sendo um compêndio tão grande da carreira do Hot Water Music, conseguiu empolgar o público, algo que era de se esperar diante de tamanha expectativa.

Sozinho no palco, Chuck Ragan trouxe God Deciding e Old Rules em formato acústico para depois realizar uma versão épica de Drag My Body, finalizando então com True Believers uma apresentação visceral, reta e sem oscilação, com pouco mais de uma hora.

Com juras de amor para o público, o Hot Water Music prometeu não demorar para voltar. Sabe que estava diante de umas das plateias mais fanáticas do mundo. Algo que não é muito comum nos últimos anos em território nacional. Só por isso fica claro que a primeira passagem do grupo gerou os melhores resultados possíveis, tanto para a banda como para o público. Com seu nome cravado na história dos fãs de hardcore, os americanos fizeram muito mais que seu debut no Brasil, mas reafirmaram a condição de uma das bandas mais importantes do gênero.

A música passa por aqui.

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