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Steve Rothery - Carioca Club (06.12.17)

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Mesmo sendo uma das bandas mais importantes da cena progressiva, o Marillion nunca foi exatamente “popular” como seus conterrâneos do Pink Floyd ou Yes. Dono de uma carreira sem percalços, o grupo construiu um legado capaz de reafirmar sua relevância no século XXI, mesmo que isso não signifique shows para milhares de pessoas. Diante disso, fica claro entender tudo o que aconteceu durante a primeira passagem solo do guitarrista Steve Rothery por São Paulo, quando se apresentou no Carioca Club na noite do dia 6 de dezembro.

Paralelo ao seu incrível trabalho com o Marillion, Steve Rothery também tem uma discografia solo, curta, que acabou rendendo o bom The Ghosts of Pripyat há 3 anos. E é com ele o guitarrista vem percorrendo algumas cidades mundo afora apresentando, além do repertório do disco, faixas emblemáticas da fase Fish, um alento para quem ainda considera a primeira fase do grupo a melhor de sua nobre história.

Diante de um público diminuto, mas bastante empolgado, Steve Rothery mostrou porque é a alma do Marillion e como David Gilmour, notavelmente sua maior influência, se manifesta de forma mais clara em seu trabalho solo.

Com faixas instrumentais, The Ghosts of Pripyat ganhou vida no palco com as excelentes Morpheus, Kendris, Old Man of the Sea e Summer's End, faixas executadas com maestria pelo guitarrista e seu quarteto, formado por Dave Foster (guitarra), Leon Parr (bateria), Yatim Halimi (baixo), Riccardo Romano (teclado). Assumindo o papel de protagonista, Steve Rothery passa longe da ideia de um guitarrista cheio de firulas e egocêntrico. Com solos pontuais e bem executados, abriu espaço para Dave Foster e se portou como coadjuvante quando necessário para encerrar a primeira parte do show com uma boa lição de simpatia e serenidade, algo que define bem seu papel no mundo do rock.

Contando com a presença do vocalista Gabriel Agudo, o show de Steve Rothery se tornou um show do Marillion, ou quase isso. Emulando faixas da fase Fish, o simpático vocalista pode não ter atingido o nível mais alto exigido pelo público mais fiel, mas ganhou no carisma a ponto de agir como fã ao entoar certas faixas do repertório, caso de Fugazi, sendo prontamente correspondido pelo público.

Incubus, Cinderella Search e Slàinte Mhath surgiram no repertório entre uma conversa e outra de Steve, que contou histórias de suas faixas. Do primeiro solo criado na carreira, em Incubus, da faixa que mais gostava de tocar, em Chelsea Monday, o show só destoou quando Gabriel precisou mergulhar na obra de Steve Hogarth, com Afraid to Sunlight, no único momento em que sua voz pareceu deslocada do restante, ainda assim bem executada.

White Russian, clássico do álbum Clutching at Straws, foi responsável pelo encerramento da primeira parte do show, que ainda teve em seu set a suíte imortalizada no álbum Misplaced Childhood formada por Kayleigh, a incrível Lavender e a épica Heart of Lothian. O cover de Wish You Were Here, do Pink Floyd, confirmou o que todos sabiam... Rothery é um Pequeno Grande Gilmour. E só em um show solo seu poderíamos confirmar tal afirmação. Um show que merecia mais, mas que deu a todos exatamente o que se esperava.

A música passa por aqui.

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