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Solid Rock c/ Deep Purple, Cheap Trick e Tesla - Allianz Parque (13.12.17)

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Anunciado como um dos grandes festivais de rock do segundo semestre, o Solid Rock começou do jeito certo e quase, muito quase, terminou errado. Elaborado com a missão de celebrar a última turnê mundial do Deep Purple, o evento tinha ainda em seu line up o Lynyrd Skynyrd e o Tesla. Uma ótima escolha, afinal, além do headliner, teríamos uma banda idolatrada pelo público brasileiro ao lado de outra que fazia finalmente sua estreia no país.

O desfalque da lenda do Southern Rock após um problema de saúde da filha da filha de Johnny Van Zant minou parte do empolgação do público, ao menos no quesito popularidade, afinal, o “desconhecido” Cheap Trick substituiu a banda e realizaria junto do Tesla sua primeira turnê no país no dia 13 de dezembro. Começava aí os problemas do festival, que lutou bravamente contra um encalhe de ingressos.

Com essa batalha vencida, o Solid Rock conseguiu reunir um bom público em um Allianz parcialmente cheio e bem receptivo, mas que pouco viu do Tesla, graças a uma mudança de horários não informada pela organizadora do evento. Um pecado lastimável.

Com estádio começando a ganhar público, o Cheap Trick chegou pronto para mostrar porque é uma das bandas mais lendárias dos Estados Unidos. Sob a tutela do emblemático guitarrista Rick Nielsen, o grupo mostrou um repertório digno de sua história e explorou bem sua discografia, ainda que o público pouco conhecesse de seu trabalho.

Com um som alto e uma performance arrebatadora, Rick mostrou um vigor anormal para seus 69 anos. Acompanhado de Robin Zander, Tom Petersson e Daxx Nielsen, trouxe faixas que chegaram a ter relativo sucesso por aqui, caso de In the Street, da série The 70’s Show, e Surrender, exibida com relativa frequência pela MTV. Ainda assim ficou a sensação de que uma banda tão lendária merecia um público mais empolgado em sua primeira passagem pelo país.

Velho conhecido do público brasileiro, o Deep Purple fez o que sempre o posicionou como uma das principais bandas da história do rock, trouxe muitos, muitos clássicos. Engatando uma cacetada atrás de outra sem uma única pausa, derramou sobre um público que poucas vezes encarou nesse tamanho por aqui faixas que fizeram sua história. Highway Star, Picture of Home, Bloodsucker e Strange Kind of Woman deram o tom da apresentação logo de cara e, se alguém duvidava da capacidade dos ingleses em ser um verdadeiro dinossauro do rock, isso foi rapidamente resolvido.

Em turnê do álbum Infinite, que deve ser o último de inéditas da carreira, o Deep Purple trouxe a boa Birds of Prey, além de Uncommon Man, dedicada a Jon Lord e lançada em 2013. Dali em diante o previsível: clássicos.

Knockin at your Back Door, Space Truckin’, Smoke on the Water... não há segredos no show do Deep Purple. Com uma timidez de quem se acostumou a subir em um palco somente para fazer rock, o grupo inglês parece ter chego ao ápice da carreira sem se incomodar com críticas ou com questões do tipo “Blackmore vai voltar à banda?”. Existe um entrosamento tão impressionante no trabalho da banda que ver o Purple no palco quase foge à esfera de um show de rock, tamanha precisão, mas é. E é muito rock and roll.

O fim com Hush e Black Night, clássicos absolutos da banda, deu a um show sem surpresas a garantia de que, tanto quanto o título do último disco da banda, o infinito tem um lugar guardado para o Deep Purple.

A música passa por aqui.

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