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Baiana System - SESC Pompeia (05.01.18)

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Não é só um show, mas também não é só carnaval. Não é só um protesto, como também não é uma micareta ou algo vazio. Pensar no show do Baiana System hoje é como pensar em algo nunca experimentado na vida , na busca por uma sensação nova, de um mergulho não tem volta. No inimaginável.

Seguramente um dos shows mais impressionantes da atualidade, o grupo do sensacional Russo Passapusso segue revolucionando por onde passa. E daí imagine o Carnaval misturado a Bad Brains, Bob Marley a Caetano Veloso, só aí imagine algo que foi visto durante os épicos shows realizados pelo grupo logo na primeira semana do ano, no SESC Pompeia.

Em uma jornada de três shows, o que se viu foi uma integração da música da banda com a vitalidade do público formando um único organismo. Com três álbuns lançados, sendo o último deles o ótimo Outras Cidades, o Baiana System construiu clássicos que exploram a cultura nacional a partir de seus dramas e conquistas. E dessa fusão de sentimentos nasce a catarse da banda já experimentada aos quatro cantos do país.

Com pedradas como Forasteiro, Calamatraca, Invisível e Dia da Caça, o Baiana consegue botar um público pra pular e dançar sem se importar com o resto do mundo, ainda que ele dê forma aos gritos de indignação de Russo Passapusso a cada música/protesto desferido em um show de quase 2h. Contando com a participação do parceiro e amigo BNegão, além da rapper Flora Matos, o show do grupo baiano transcorre por tantos caminhos que fica difícil até descrever seus pontos mais altos.

É nesse antagonismo que a música do Baiana System ganha o público. No comportamento caótico, mas previsível, na atitude impensável e nos versos já desenhados. Tudo como deve ser, mesmo que não se imagine como.

Evocando Raul Seixas em Capin Guiné, e todo o engajamento do reggae em Jah Jah Revolta, Passapusso conduz o público com facilidade até o clímax de Playsom, faixa que é o hino da banda (e talvez dessa geração), um furacão tão incontrolável quanto divertido.

Houve tempo para BNegão, assim como Flora apresentarem material próprio. Houve tempo para dar fôlego ao público, afinal, essa era ainda a primeira viagem do Navio Pirata do grupo baiano, que volta à cidade em pleno carnaval, pronto para fazer história de forma definitiva. É o tempo do Baiana System. Já era e vai ser por mais um longo tempo. O público agradece.

 

 

A música passa por aqui.

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