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Gal Costa - SESC Vila Mariana (11.01.18)

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Assistir um show de Gal Costa é algo que qualquer um precisa fazer pelo menos uma vez na vida. Não, não é um papo de hipster que adora cultuar as divas da música brasileira ou então pagar de intelectual. Muito menos achar que isso torna alguém diferenciado, já que estamos falando de alguém tão popular. Assistir Gal é mergulhar em um universo intimista tão impressionante que nos faz recordar que a voz é sim o instrumento mais perfeito de todos.

Vivendo ótima fase após o lançamento do álbum Estratosférica, de 2015, a cantora baiana revisitou pérolas de seu repertório durante 3 dias, de 11 a 14 de janeiro, dando uma verdadeira aula de técnica e feeling ao lado do guitarrista Guilherme Monteiro.

Sensual, engajada e apaixonada, Gal construiu um show que tinha como principal objetivo ser intimista. Até conseguiu, mas a grandiosidade de suas músicas proporcionou uma catarse no lotado teatro do SESC Vila Mariana que só comprovou a extensão do reinado de uma das maiores rainhas da música nacional.

Entre faixas de enorme impacto como Vaca Profana, lançada em 1984 no álbum Profana, época em que ao menos 80% do público presente não havia nascido, e a intimista Baby, de 1972 e pilar de uma carreira tão variada, Gal conseguiu prender o público com uma voz poderosa e tão intacta quanto há pelo menos duas décadas, fazendo de Guilherme Monteiro um mero coadjuvante de seu espetáculo.

E nesse carro entende-se como o eixo baiano de artistas como Gal, Gil e Caetano sustenta uma estrutura tão forte envolto ao rótulo de MPB. São músicas variadas, mas que parecem pertencer a todo o trio, assim como ao povo brasileiro. Você não entende nada e seu refrão tão empolgante que o digam.... com faixas desse calibre tornava-se impossível pensar em algo intimista...

A desenvoltura de Gal nessa circunstância se mostra principalmente nas escolhas pontuais de seu repertório. Tuareg, letra de Jorge Ben, que o diga. Praticamente uma Within You Without You, de Sgt Peppers dos Beatles, a faixa ganha um corpo tão assustador ao vivo que impressiona acreditar que tenha sido concebida naquele momento somente por duas pessoas.

E em praticamente 1h30 de show, Gal dá o que o público quer. Canta seus clássicos e ri, se distrai, faz chorar da mesma forma que se realiza como artista. E nessa junção de elementos proporciona uma experiência tão única quanto sua carreira. E todos, até mesmo aqueles que estão somente de passagem, percebem o quanto a obra da cantora está enraizada em suas vidas.

A música passa por aqui.

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