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Supersuckers - SESC Pompeia (26.04.18)

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O rock está envelhecendo, o que é verdade. O que está morrendo, o que é uma grande mentira. Pensando nessa máxima dita anteriormente aconteceu em São Paulo uma das turnês mais interessantes desse primeiro semestre, com o grupo americano Supersuckers, que retornou ao Brasil para três apresentações a partir do último dia 26 de abril, dando seu pontapé inicial no SESC Pompeia, em SP.

Banda abençoada pelo legado de nomes como Motorhead e Johnny Cash, o Supersuckers é um verdadeiro petardo ao vivo. É pesado, exalta todos grandes clichês de seus ídolos e passeia por um repertório de quase três décadas de história. É um rock com atitude, ainda que seu público hoje pareça viver uma amálgama mal calibrada de seus ídolos.

Contado com o carismático e emblemático Eddie Spaghetti (vocal e baixo), o trio subiu ao palco ainda Metal Marty Chandler (guitarra e vocal) e Captain Chris Von Streicher (bateria). A frente de um público formado por fãs das mais variadas vertentes (algo que acontecia muito nos shows do Motorhead aqui) a banda trouxe clássicos. Trouxe energia e, principalmente, diversão, talvez o grande trunfo de sua música.

Já engatando faixas como Creepy Jackalope Eye e Get the Hell logo no início do show, o grupo embalou de vez a partir da curta e pesada Luck, faixa de seu álbum The Smoke of Hell, do início dos anos 90. Enérgica, a banda formada em Tucson, parecia empolgar, mesmo que parte do público parecesse mais preocupado em acompanhar a performance da banda, diferente do caos proporcionado por seus ídolos do Motorhead.

De fato o rock envelheceu nesse sentido, mas não tanto. Com faixas curtas, de no máximo 2, 3 minutos, o Supersuckers promove um crossover diferente, onde se torna impossível negar a energia da banda. Faixas como Dead in the Water e Rock Your Ass são a prova de que é possível contagiar a letargia do público em tempos atuais.

Tocando por volta de 1h30, a banda encarou invasão de palco, tocou Thin Lilzzy (um cover bastante interessante de Cowboy Song) e repassou sua carreira em um show daqueles onde a cerveja e a música caminham lado a lado para a banda e o público. Lembra coisa antiga, mas é vista como nova, erroneamente.

Depois do massacre sonoro do Supersuckers a sensação é que parte do público hoje parece ignorar que a música precisa de renovação e bandas (experientes e com carreira tão impecável) mereciam uma energia maior. Afinal, no palco Eddie Spaghetti e sua banda pouco devem àqueles que grande parte do público ovaciona sem pensas duas vezes.

 

A música passa por aqui.

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