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Batushka - Fabrique Club (18.05.18)

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Vez por outra o mundo da música proporciona experiências que nem nos melhores sonhos daria pra acreditar. No heavy metal, talvez uma das vertentes mais conservadoras no que se refere ao seu legado, isso se torna ainda mais impressionante dependendo do show, caso dos poloneses do Batushka, que vieram ao Brasil na última semana como mais uma das ousadas atrações anunciadas pela Overload.

Para entender do que se trata o som do Batushka, falando de forma simplória, imagine uma mistura de música extrema com canto gregoriano. Some a isso integrantes que não revelam suas identidades e se vestem como autênticos monges, subindo ao palco para uma verdadeira missa diante de seu “herege” público. Provavelmente o Ghost seria o primeiro nome a vir à mente de qualquer um, mas – diferente do grupo americano – o Batushka não compromete em nenhum momento seus ideais em prol do entretenimento. Não há um Papa Emeritus, hoje Cardinal Copia, para agitar o público. Muito pelo contrário. E acredite, isso soa extremamente assustador ao vivo.

Com um único álbum lançado, o surpreendente Litourgiya, o Batushka se posiciona no palco pronto para uma verdadeira missa. E assim o faz. Mesmo sem o recurso das velas, vetado por questão de alvará, a banda consegue promover uma interação assombrosa entre música e religião, executando suas oito faixas com o mínimo de interação.

Não se sabe quem são os integrantes da banda e muito menos quais são seus rostos (exceto para quem os conhece nos bastidores). Não há muita variação nos títulos das faixas, chamadas simplesmente de Yekteniya 1, 2, 3, 4..., e ainda assim é possível acompanhar o público cantando aquilo que é possível enquanto o misto de canto gregoriano evoca elementos de post-Black Metal nas guitarras. Uma amálgama difícil de compreender, mas interessantíssima de acompanhar.

Com um show de pouco mais de 45 minutos, praticamente um pocket-show, a banda polonesa finca a bandeira no Brasil de forma surpreendente. Com fãs devorando seu merchandising oficial diante de filas de até 30 minutos para atendimento, o que se percebe é que estamos diante de algo novo, mesmo que os nomes envolvidos possam não ser exatamente novos na cena.

Ousada empreitada da Overload, o concorrido show do Batushka certamente não será um capítulo isolado na rotina de shows do país, o que é positivo, dado que a banda tem muito a crescer e, caso mantenha essa estética musical e de palco, tem tudo para angariar mais e mais fãs para seu funesto culto musical.

A música passa por aqui.

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