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Krisiun - SESC Belenzinho (03.01.19)

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Quando uma banda coleciona um público cativo em sua carreira, se torna bem interessante conferir suas apresentações. Agora com uma vertente tão devota como o heavy metal isso é ainda mais impressionante.

Carente de renovação no país e vivendo uma fase de vacas magras, Sepultura e Angra seguem absolutos, mas parece existir atualmente uma terceira força em plena ascensão, o Krisiun, que se apresentou durante duas noites esgotadas no SESC Belenzinho no início desse ano, dias 4 e 5.

Em turnê do álbum Scourge of the Enthroned, o trio formado por Alex Camargo, Max Kolesne e Moyses Kolesne colhe os frutos de uma trilha iniciada há três décadas, mas hoje com uma música muito mais palatável que o início da carreira, quando nasceram clássicos como Black Force Domain. Porém, diferente do Sepultura, o Krisiun consegue hoje manter seu padrão de qualidade intacto, agregando elementos até então impensáveis para sua música tão veloz e pesada.

Os clichês estão lá. Luz intensa, som extremamente alto, riffs e vocais guturais. Os discursos também, afinal, a ideia de uma música marginalizada sempre se fará evidente no estilo. Mas o Krisiun vai bem além.

Fazendo bem a lição de casa, ao vivo a banda hoje soa com uma potência tão atordoante que – somado ao poderio técnico do grupo – fica difícil ficar indiferente. Apostando em um repertório mais atual, o trio hoje parece estar pronto para assumir o lugar até então nunca ameaçado onde vive o Sepultura.

Não, não se trata de uma disputa, mas o Krisiun hoje vem caminhando para se tornar a grande referência do país na música pesada e reflexo disso é como faixas como Combustion Inferno, do álbum Southern Storm, Demonic (2008), e Vengeance's Revelation, ainda dos anos 90, conversam com faixas de Scourge of the Enthroned, caso de Demonic III, Devouring Faith, além da faixa-título do disco, que não deixam o show oscilar em nenhum momento. Muito pelo contrário, o Krisiun vive hoje uma condição onde seus lançamentos são muito bem celebrados e não servem como desculpas para novas turnês.

Com uma apresentação intensa, o trio gaúcho atravessa seu repertório em pouco mais de quinze músicas, sempre registrando seu cover de Motorhead, de Ace of Spades, e encerrando ao som da já clássica Black Force Domain. Um show que abre o ano com a intensidade e coragem que todos precisam, mas mais que isso, reforçando que uma dinastia parece estar chegando ao fim.

A música passa por aqui.

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