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Barro - SESC Pompeia (17.01.19)

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Existe um mundo em Recife e nesse mundo existe Barro. Mais um dos muitos bons nomes que trazem para a música brasileira um ingrediente novo. Uma mistura nova.

Dono de dois álbuns, o último deles o bom Somos, Barro veio a São Paulo apresentar no SESC Pompeia um repertório que vai do rock ao forró, do brega ao pop com um jeito tão peculiar. Com bom público, o músico pernambucano subiu ao palco no último dia 17 de janeiro em um show que ainda teve a participação da sempre talentosa Mariana Aydar e da surpreendente Jéssica Caitano, que como o próprio Barro definiu, trouxe a São Paulo o ragga do sertão.

Ao vivo Barro se apresenta como um trio, que tem bateria e baixo, operado com sintetizadores e sua guitarra. O que parece pouco vira muito e de repente todos cantam e dançam. Nesse caminho músicas de Miocárdio (seu primeiro disco) se fundem com as boas faixas de Somos e só comprovam a solidez e maturidade do músico pernambucano.

De Somos apenas Antinusa e E quem vai saber? Não foram executadas ao vivo. No mais, faixas como Não Vim pra Passar Batido, Cavalo Marinho, Seja Você e Pela Liberdade são algumas que adentraram o repertório de Barro e tendem a não sair mais. Ganhando ainda mais força ao vivo, o repertório do pernambucano ainda conta com parcerias de respeito, como a de Eu Só Queria Que Você e Caraíva-Trancoso, com Mariana Aydar. É quase um Carnaval, um forró, uma festa.

Já com Jéssica Caitano a coisa muda. É diferente. Ainda desconhecida em São Paulo, Jéssica é cantora, compositora, rapper, coquista, percussionista, poetisa, declamadora e educadora e lançou recentemente seu primeiro single, Faz a Linha. De voz afiada e um carisma acima da média, incendeia a apresentação de Barro na boa Piso em Chão de Estrela.

Alternando material de Miocárdio e Somos, Barro esbanja maturidade. Esbanja serenidade. E com isso faz um show agradável e que só mostra o quão rica é a música brasileira. O show, como era natural, termina com suas convidadas no palco e o público em festa, mas se torna impossível não destacar a execução de Cavalo Marinho e a ciranda realizada por TODO público presente no SESC Pompeia.

A referência de Cavalo Marinho é uma dança natalina, típica da Zona da Mata Norte de Pernambuco e algumas regiões da Paraíba; que conta com divertidos diálogos, muitas vezes improvisados.

Barro não é só música. Barro é CULTURA!

A música passa por aqui.

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