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Humberto Gessinger & Trio - SESC Pompeia (03.02.19)

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Não há dúvidas de que Humberto Gessinger é um dos maiores heróis do rock nacional. Também não há dúvidas de que o SESC é hoje um dos mais justos espaços de entretenimento do país, dando a oportunidade de amigos e fãs terem acesso a shows com um valor acessível e aproveitando oportunidades quase únicas em uma cidade como São Paulo.

Quando anunciado para três shows no SESC Pompeia, Gessinger já havia dito que traria para o show uma apresentação acústica e intimista, onde teria a chance de revisitar seu extenso repertório em pouco mais de 1h30. Como imaginado, os ingressos se esgotaram em minutos, gerando uma expectativa enorme para os shows.

Uma carreira solo bem-sucedida, o projeto Pouca Vogal e, claro, o lendário Engenheiros do Hawai. Com um background desse tamanho fica impossível imaginar que o show do músico gaúcho desse errado no SESC Pompeia. Não deu, mas também não deu tão certo como se imaginava.

Em caráter intimista, talvez até demais, o show de Gessinger serviu especialmente para quem tinha uma compreensão realmente profunda de sua obra. Aos fãs dos anos 80 sobrou pouco, mas ainda assim quando executadas, faixas como Terra de Gigantes e Pra Ser Sincero poderiam emocionar muito mais que a simples presença de seus versos.

Em um show acústico como foi o de Humberto Gessinger, muito da catarse acontece pela aproximação do artista com o público e sua entrega em canções que sobreviveram ao tempo. Em ambos os caos houve

Como único protagonista e sem ao menos uma bateria no palco, era difícil evitar um certo distanciamento em faixas menos conhecidas de seu repertório. Some a isso o fato de ser um show sem cadeiras e com um público afoito por hits.

Faixas como Eu que não amo você, longas e com solos de guitarra acabaram não funcionando como deveriam. Por outro lado foi bacana ter a chance de ver ao vivo faixas esquecidas do repertório do músico gaúcho como Armas Químicas e Poemas e Realidade Virtual, mesmo que despidas naquele momento. Da carreira solo de Humberto, O Preço foi sem dúvida o ponto mais alto.

Não foi ruim, muito pelo contrário, mas poderia ter sido muito melhor. Com a faca e o queijo para marcar a vida de seu público em um show onde amigos poderiam se reunir graças aos valores acessíveis, o show de Humberto Gessinger foi só mais uma noite na vida de boa parte do público. E a declaração de que “daqui dois meses no Tom Brasil aí sim teríamos a banda plugada” deixou um ar de frustração, como se a ideia das apresentações acústicas fossem apenas para testar algum repertório para o show “caro”.

Em uma noite quente, o clima gélido da apresentação trouxe mais beleza que empolgação. O que não deixa de ser frustrante para quem não terá condição de comparecer ao show do Tom Brasil devido aos altos valores dos ingressos.

A música passa por aqui.

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