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Paul McCartney - Allianz Parque (26.03.19)

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Não é a primeira vez (e torcemos para que nem a última) que escrevemos sobre um show de Paul McCartney nesse site. De volta à capital paulista, o eterno Beatle trouxe ao Brasil a turnê Freshen Up, divulgando seu último trabalho de estúdio, o bom Egypt Station, lançado em 2018 nos dias 26 e 27 de março, no Allianz Parque.

Diferente das últimas turnês, parece existir uma desconfiança (inaceitável) em torno de Paul. Uma suposta voz desgastada pelos mais de 50 anos na estrada, um repertório atual que vai de encontro com a disposição do público brasileiro em abraçar as novidades, seja lá o que for, soa surreal ver que os ingressos para as duas apresentações de Paul não chegaram a esgotar, deixando apenas a primeira noite com capacidade total do estádio.

Por outro lado, poucas vezes se viu em um show do Beatle tamanha quantidade de pais e filhos, amigXs e namoradXs realizando um sonho, o que por si só mostra o tamanho da história de um artista que segue emocionando por onde passa. Por isso jamais acredite no que é dito antes de um show de Paul McCartney, ele soa grandioso e belíssimo a um ponto que nenhuma palavra pode descrever. E o único cansaço visto no palco é o do público, que encara uma maratona de quase 3h passeando pelas trilhas sonoras de sua vida.

Dito isso, o show de Paul McCartney não é um show para ser analisado tecnicamente, mesmo para quem se acostumou a analisar friamente alguns de seus maiores ídolos. É pura emoção, é a história sendo contada por um de seus principais nomes. Sempre amparado por músicos do calibre dos guitarristas Rusty Anderson e Bryan Ray e o divertido baterista Abe Laboriel, Jr., Paul toca Beatles, toca Wings e faz de sua carreira solo um momento especial a cada noite, demonstrando uma satisfação incomum para quem poderia ter “enjoado” das tantas exigências de fãs ao longo de anos.

Claro, existem momentos ainda mais especiais que vão muito além da sequência formada por Let it Be e Hey Jude, responsáveis pela maior catarse da noite. A reconstrução de Something, do álbum Abbey Road, a serenidade de Blackbird, do White Album, tudo soa simples e extremamente bem arranjado, respeitando a ansiedade do público. Mesmo em faixas mais complexas como Nineteen Hundred and Eighty-Five e Band on the Run, da época de Wings, Paul faz questão de repetir cada grito, cada nota em seu piano. E aos 76 anos emociona de tal forma que o sentimento de gratidão extrapola a racionalidade.

Acompanhado de um naipe de metais composto por três músicos, os shows da Freshen Up Tour estão ainda mais vivos. Dando um corpo ainda maior para cada faixa escolhida, em especial as de Egypt Station como Who cares e Come On to Me, o baixista inglês ainda é capaz de se reinventar, como se isso fosse necessário.

São 3h que ficam para a memória, quase 40 faixas que resumem bem o tamanho do legado de um artista que com tamanha simplicidade parece não ter noção de sua grandiosidade. E com um semblante de quem ainda é capaz de se emocionar com plateias ao redor do mundo, Paul McCartney se despede mais uma vez do público brasileiro. Até daqui a pouco Paul, talvez você nunca saiba o quanto, mas sempre precisaremos de você por aqui. Volte sempre!

A música passa por aqui.

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