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Opeth - Carioca Club (19.07.15)

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Querida no Brasil há tempos e retornando ao país durante um período de entressafra no calendário, a banda sueca Opeth tinha nas mãos tudo o que precisava para realizar um grande show dentro de sua turnê de comemoração de 25 anos  de história. E fez.

Com apresentação única agendada para o dia 19 de julho, a banda sueca encarou um Carioca Club, casa situada na zona sul de São Paulo, lotada como há tempos não se via. Repleto de caravanas, o Opeth abriu mão de uma banda de abertura para subir ao palco pontualmente às 20h e repassar sua carreira em um set list que apresentou faixas de praticamente todos os seus álbuns.

Liderada pelo criativo vocalista Mikael Åkerfeldt, a banda sueca mostrou porque é hoje um dos pilares do chamado progressive metal. Vocais guturais se aliam a elementos de folk, jazz e de música clássica em faixas que facilmente ultrapassam a marca de 8, 10 minutos.

Baseado nisso, o show se tornou especial justamente por apresentar em um único repertório as diversas faces de uma banda  que, embora tenha se tornado atingido uma limpidez cada vez maior em seu som – especialmente no álbum Pale Communion, de 2014 – ainda consegue  manter um público exigente concentrado ao executar faixas que abusam das complexas quebras de ritmo e vocais que transitam entre o limpo e o gutural com uma facilidade acima da média.

Abrindo o show com a sequência inicial do álbum Pale Communion, Cusp Of Eternity, o Opeth foi bastante ajudado por um som cristalino e uma performance sóbria, sem espaço para muita euforia, elemento ditado pelo público a cada introdução da banda. Com The Leper Affinity, faixa do celebrado Blackwater Park (2000), o jogo estava ganho. Foi quando a banda realmente passou a revisitar seu repertório com maior facilidade, apresentando faixas como The Moor e Elysian Woes.

Conversando bastante, Mikael impressiona pelo tom natural de sua voz e porque é hoje um dos nomes de maior expressão na cena, já que aproxima em seu trabalho dois universos bastante distintos.

The Devil's Orchard, uma das mais emblemáticas faixas da carreira do Opeth, foi responsável por colocar o show em sua reta final, revisitou aquele que é considerado um dos melhores álbuns da banda, Heritage (2011). April Ethereal, Heir Apparent e a impressionante The Grand Conjuration deram números finais a um show extenso, que ainda abriria espaço para o bis com Deliverance, faixa-título do álbum lançado em 2006.

Com uma mistura que parece surreal aos olhos de quem não acompanha a carreira da banda sueca, fica difícil descrever o quão complexo musicalmente é o som do Opeth. Justamente por isso, o público tem abraçado a banda de uma tal forma que seus shows parecem soar como diversas peças musicais misturadas e executadas ao bel prazer por uma banda que pode não gozar das grandes estruturas que acompanham bandas como o Dream Theater, mas que sabe como poucos apresentar em qualquer espaço a síntese de um projeto repleto de criatividade e ousadia, elementos fundamentais para sobreviver no atual heavy metal.

A música passa por aqui.

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