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Bunny Wailer - Estância Alto da Serra (19.11.14)

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Não resta dúvidas a ninguém de que não haverá outro Bob Marley no mundo. Independente da influência que qualquer novo artista do reggae consiga ao longo de sua carreira, fica difícil imaginar que se supere o legado criado pelo maior nome da história do gênero, falecido em 1981.

Reverenciado ao longo das últimas décadas por seus filhos e novos artistas, se tornaram raros os momentos em que o público teve a chance de conferir algo tão próximo da realidade de Bob Marley ao vivo, exceto ao espetáculo proporcionado por Bunny Wailer, o último integrante vivo do grupo que na década de 60 revelaria ao mundo, além de Bob, o lendário Peter Tosh.

No Brasil pela primeira vez, Bunny Wailer completou nesse ano 67 anos e realizou uma extensa turnê pelo país celebrando, além da obra do Wailers, sua bem-sucedida carreira solo, que chegou a São Paulo no dia 19 de novembro durante uma edição especial do Circuito Encontro das Tribos. Além de um dos miaores nomes vivos da história do reggae, o evento contou com bons nomes como os americanos do Midnite e a cantora Desarie, além das nacionais Mato Seco e Filosofia Reggae.

No Brasil pela primeira vez, Bunny Wailer se apresentou no Circuito Encontro das Tribos - Créditos: Divulgação
No Brasil pela primeira vez, Bunny Wailer se apresentou no Circuito Encontro das Tribos - Créditos: Divulgação

Com um público de aproximadamente 5 mil pessoas, o Encontro das Tribos é o tipo de evento alheio às tendências no mercado. Com um respaldo considerável à cena nacional, a noite repleta de shows não decepcionou a quem encarou a viagem ao distante Estância do Alto da Serra, em São Bernardo.

Bunny Wailer, foco maior do festival, subiu ao palco próximo das 04h da manhã após uma maratona que atravessou a noite com o bom show da banda Mato Seco e a viagem proporcionada pelo ótimo Midnite e a carismática Desarie. O destaque negativo ficou pela banda Filosofia Reggae, que teve seu show interrompido após problemas de som. Passado o problema, era a hora do nome mais próximo de Bob Marley mostrar porque uma vertente tão underground da música era capaz de cativar um público tão grande.

Acompanhado de apenas dois backing-vocals e sua banda, o Blackheart Man focou seu repertório de pouco aproximadamente uma hora em músicas de sua carreira-solo, amplamente bem recebidas pelo público. Além da faixa que lhe rendeu o apelido citado acima, Rock N Groove, Dance Rock e Don Dadda garantiram uma apresentação intensa, que passou ainda por clássicos de Bob Marley, com No Woman, No Cry, e de seu outro parceiro, Peter Tosh, com Legalize It.

Falando pouco com o público, a sensação que acabou ficando nítida era de que Bunny Wailer acabou encurtando seu show em virtude do horário em que acabou sendo iniciado, praticamente com o sol raiando. Aos 67 anos, uma das maiores lendas vivas do reggae ainda foi capaz de garantir um show de qualidade, mostrando sua representatividade mesmo com um set list que não ultrapassou 12 músicas, sendo encerrado com a emblemática Keep On Moving, dos tempos de Wailers.

Após tantos cancelamentos, Bunny Wailer veio ao Brasil pela primeira vez e escreveu seu nome na história. Fica a torcida para que o público tenha a chance de conferí-lo novamente em um futuro próximo e em uma condição mais favorável, afinal, não é todo dia que é possível conferir a magia de um Wailer original ao vivo.

A música passa por aqui.

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