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Paul McCartney - Allianz Parque (25.11.14)

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Falar sobre uma apresentação de Paul McCartney é sempre uma ocasião especial, não importa quantas vezes você tenha a chance de acompanhá-lo ao vivo. Tecnicamente impecável, cada show do ex-Beatle parece trazer uma magia especial, um brilho que insiste em não se apagar e que até hoje segue encantando o público mundo afora.

Novamente em São Paulo para dois shows, respectivamente nos dias  25 e 26 de novembro, a ocasião se fazia ainda mais importante por ser a estreia da nova “casa de shows” da cidade. Reformado e transformado em um dos estádios mais modernos do país, o Allianz Parque recebeu sua capacidade total de público pela primeira vez em dois dos dias mais chuvosos do mês na cidade, ou seja, nada poderia dar errado. E não deu.

Com estrutura de primeiro mundo e boa acústica, o ex-Beatle subiu ao palco perto das 22h para transitar por um repertório que passava por seu repertório solo, inclusive com ênfase para o belíssimo New, lançado em 2013, além dos clássicos dos Beatles, responsáveis obviamente pelos momentos mais empolgantes do show.

Dividido em duas partes, o show de Paul hoje mescla com menor intensidade um repertório que em sua primeira metade contempla clássicos de sua carreira solo, permeado por alguns clássicos de sua história com os Beatles. Não a toa, somente quando cada um deles é executado é que o público acabava se manifestando de forma efusiva.

Abrindo com Eight Days a Week, Paul ainda trouxe All My Loving, Paperback Writer, The Long and Winding Road e We Can Work It Out na primeira metade do show. Entre cada ponto alto, faixas do álbum New como Save Us, Queenie Eye, Everybody Out There, além da faixa-título, mostraram que Paul ainda vive uma fase criativa, elevando o pop a um patamar mais alto que o tradicional.

De sua carreira com o Wings ainda se destacaram as boas Let Me Roll It, Nineteen Hundred and Eighty-Five e Listen to What the Man Said, dignas de qualquer álbum clássico dos Beatles, mas pouco celebradas pelo grande público. Aliás, público que encarou chuva forte na reta final do show, quando Paul despejou uma verdadeira avalanche de clássicos dos Beatles e causou sua tradicional catarse.

Assim como foi dito acima, falar de um show de Paul McCartney é sempre especial. Fica difícil controlar a emoção diante de faixas como Let It Be, Hey Jude ou Yesterday, que mesmo sendo executadas ao limite em qualquer casa se recusam a envelhecer e ao vivo ignoram qualquer fator para compensar a espera por sua execução.

Com direito a chuva de papel picado e um público extasiado, Paul deixou o palco com uma de suas principais suítes, composta por Golden Slumbers, Carry That Weight e The End, extraída do seminal Abbey Road. Foi histórico como deveria ser e dificilmente vai sair do imaginário do público que teve a chance de conferir o ex-Beatle no país por mais uma vez e por quantas desejar nos próximos anos.

A música passa por aqui.

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