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Al Jarreau - HSBC Brasil (14.08.14)

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Dono de 7 Grammy’s em 3 categorias diferentes, não é exagero dizer que o talento de Al Jarreau é único no mundo. Aos 74 anos e em plena atividade, o artista americano veio ao Brasil em turnê de seu novo álbum, My Old Friend Celebrating George Duke, uma homenagem que rompe com estilos musicais e celebra a obra de seu maior parceiro, falecido em 2013.

Com uma discografia que compreende pelo menos duas dezenas de álbuns, era difícil imaginar que clássicos como Mornin' e Come Rain or Come Shine estariam fora de um set que tinha como missão exaltar a gratidão de Al Jarreau pela cultura brasileira, o que realmente aconteceu no último dia 14 de agosto no palco do HSBC Brasil.

Ao lado de uma banda de extrema competência formada pelo tecladista/saxofonista Joe Turano, o baixista Chris Walker, o baterista Mark Simmons, o guitarrista John Calderon e o tecladista/flautista Larry Williams, Al Jarreau deu início a uma verdadeira viagem pelo mundo da música, que logo trouxe seus primeiros clássicos, mencionados acima, ganhando o público que não demorou a embarcar na mesma viagem que o vocalista.

Entre improvisos e espaço para sua banda, Al Jarreau executou durante a primeira parte do show canções mais acessíveis de seu repertório como L Is For Lover e Double Face, deixando para a segunda metade uma visão mais profunda de seu talento e longevidade de sua voz, que mesmo aos 74 anos impressiona pela gama de improvisos com que lidava com seus músicos, especialmente com Chris Walker, uma espécie de mestre de cerimônias durante toda a apresentação.

Discursando bastante, Al Jarreau repetiu várias vezes que seus sentimentos transbordavam pelo fato de estar no Brasil e que isso mexia com sua performance, pois com toda riqueza cultural do país o artista americano havia se tornado quem é musicalmente; e entre uma conversa e outra aproveitou para contar mais sobre seu amigo George Duke e executar parte do tributo realizado em seu último álbum, durante a parte mais intimista do show.

Ao longo de quase duas horas ainda foi possível conferir clássicos como Jacaranda Bougainvillea e The Christmas Song, que acompanhada de uma longa jam entre seus músicos abriu espaço para a famosa Take Five, clássico do pianista Dave Brubeck.

O curto bis ainda trouxe a ótima Puddit, mas o que ficou claro foi justamente como sua música realmente se mostrou livre de rótulos mesmo quando parece absorver totalmente a chamada cultura pop.

Seja em momentos de improvisos ou dentro de canções mais acessíveis, sempre ficou claro que tudo é feito para ser livre para o público, sem distinção de técnica ou classe social, um papel que Al Jarreau sempre deixou nítido em sua história e o que o aproximou com tanta eficiência de dois universos tão distantes na música contemporânea. Uma aula de música inesquecível para público e artista, que de sua parte fez questão de deixar clara a satisfação a todo momento.

A música passa por aqui.

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