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Black Star - SESC Pinheiros (17.05.13)

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Independente do estilo musical, existem momentos que ficaram conhecidos na história da música como verdadeiros “pontos fora da curva”, um expressão que representa um marco especial o suficiente para atingir um público além de sua vertente original e servir de referência por muitos anos. Um deles é, sem dúvida, é o lançamento de Mos Def & Talib Kweli Are Black Star, lançado pela dupla de rappers em 1998.

Atração da Virada Cultural, Black Star se apresentou no SESC Pinheiros - Créditos: Divulgação
Atração da Virada Cultural, Black Star se apresentou no SESC Pinheiros - Créditos: Divulgação

Atração da (tumultuada) edição 2013 da Virada Cultural, Mos Def e Talib Kewli aproveitaram sua vinda ao país para realizar na última sexta-feira (17) uma concorrida apresentação no SESC Pinheiros, que teve ingressos esgotados em poucas horas, gerando enorme expectativa.

Com casa cheia e um incomum atraso em shows no SESC, de 30 minutos, a dupla de rappers subiu ao palco respaldada por sua história e com jogo ganho, ainda que parte de seu repertório acabasse pegando de surpresa parte do público e gerasse algumas interrogações quanto ao formato do show, que contou não só com faixas do seminal álbum lançado no fim do século passado, mas com faixas mais recentes de ambos os artistas, principalmente de Talib, que lançou recentemente Prisoner Of Conscious, disco que traz participações de nomes como Busta Rhymes e Seu Jorge, que emprestou ao repertório a faixa Favela Love.

Depois de um início mais comportado, quando a dupla revisitou os clássicos Definition e RE: DEFinition, ambas presentes no álbum do Black Star, o show embalou de vez com Auditorium, uma dos trabalhos mais conhecidos na carreira de Mos Def, quando o público abraçou de vez a dupla para cantar seu refrão e transformar o teatro em um verdadeiro reduto do Brooklin.

Alternando faixas de seus trabalhos particulares e do álbum de 1998, os integrantes do Black Star pouco conversavam com o público entre cada execução, deixando esse tipo de interação para faixas como K.O.S. (Determination) e Respiration, que tiveram boa recepção, e Ms. Fat Booty, também da carreira solo de Mos Def, o grande nome da dupla nessa noite, que foi marcada pela lembrança do rapper J Dilla, falecido em 2006.

Amparados por um grande telão e toda extensão do palco disponível, Mos Def e Talib mostraram porque seguem como algumas das figuras mais relevantes do hip-hop contemporâneo, além de comprovar a relevância de seu disco lançado ainda em 1998.

Ainda que parte do repertório tenha obtido uma resposta mais tímida do público – em virtude, também, do fato de ter pego de surpresa quem esperava uma execução mais ampla do disco em questão –, fica difícil não compreender a relevância de ambos os artistas. Foram duas horas de show, mas poderiam ser três ou quatro, assim como 30 minutos, tamanha a intensidade mantida durante todo esse período. Se houve algo para ser presenciado nessa noite por quem esperava somente o álbum de estreia do Black Star, com certeza foi o fato de mostrar que o gênero que hoje domina o maintream, não vive somente desses chamados “pontos fora da curva”.

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