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Saxon - A Seringueira/SP (26.03.13)

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Não é novidade que produtores estejam coçando a cabeça antes de confirmar qualquer atração no Brasil nos últimos meses. O cancelamento de festivais como SWU e Sónar, além do encalhe em atrações do universo pop trouxeram o pânico às produtoras, uma situação que parece caminhar na contramão da cena onde figura o heavy metal e suas vertentes.

Com inúmeras atrações confirmadas em casas de médio porte e ótima presença de público, nomes expressivos das mais variadas vertentes vem realizando grandes espetáculos e mostrando que o gênero se mostra em ótimo momento no Brasil após o fatídico episódio do Metal Open Air, em 2012. Prova disso foi vista durante o último dia 26, quando a banda inglesa Saxon retornou ao Brasil para se apresentar n’A Seringueira, casa situada na zona oeste da cidade.

Na bagagem, além de uma avalanche de clássicos, o Saxon, considerado uma das bandas mais importantes da NWOBHM, trouxe ao Brasil seu mais novo álbum, Sacrifice, para passar por seu teste de fogo frente a um de seus públicos mais importantes. E nem mesmo a baixa temperatura e a ingrata data (uma terça-feira) foram capazes de afastar o bom público, que manteve a escrita e compareceu em peso para conferir Biff Byfford e sua banda novamente.

Foram pouco mais de 20 minutos de atraso e uma entrada triunfal ao som da faixa-título de seu último álbum, que foi muito bem recebido pelo público, que bradava seu poderoso refrão com a mesma empolgação que algum dos inúmeros clássicos da banda. De Sacrifice ainda surgiriam Made In Belfast, Stand up and Fight e Wheels of Terror, faixas que tem tudo para figurar nas próximas turnês da banda.

O primeiro clássico da noite foi simplesmente Power and the Glory, faixa que possui um dos refrões mais épicos da história do heavy metal, uma cartada certeira para ter o público ainda mais sob controle em uma apresentação recheada de pontos altos. Visivelmente empolgados com a recepção, a dupla de guitarras formada por Paul Quinn e Doug Scarratt só não foi superada pelas performances insanas do baixista Nibbs Carter.

Bem entrosado com o público brasileiro, a apresentação do Saxon pouco diferenciou das últimas passagens da banda pelo país. Interação, comparações com outros públicos e sequências avassaladoras de clássicos fizeram a alegria do público, principalmente para todos que conferiram a banda pela 2ª ou 3ª vez. Com faixas extraídas do álbum Strong Arm of the Law, clássico da década de 80, vieram momentos empolgantes como em sua faixa-título, além de Heavy Metal Thunder, To Hell and Back Again e 20,000 Ft.

E com uma boa sequência de clássicos o Saxon abandonou o palco pela primeira vez. Deixando o público próximo de uma catarse ao executar a sequência 747 (Strangers in the Night), Rock 'n' Roll Gypsy, Wheels of Steel e a épica Crusader, provavelmente o maior clássico da banda, se é que isso seja possível mensurar.

Após a tradicional pausa, outra avalanche de clássicos, que chegou ao fim com a dobradinha Denim and Leather e Princess of the Night, mantendo a tradição de bons shows que o Saxon se acostumou a manter em suas passagens pelo país.

Com pouco mais de 1h45 de show, os ingleses mostraram porque ainda é uma das mais relevantes em uma cena que não cansa de revelar novos nomes e caminhar na contramão da indústria fonográfica. Se dar ao luxo de não executar clássicos absolutos como Motorcycle Man e Ride Like the Wind seria um tiro no pé para qualquer banda, não para o Saxon, que construiu uma carreira que lhe propiciou a possibilidade de modificar boa parte de seus setlists a cada turnê.

Ainda que tenha sido o primeiro show do Saxon para boa parte do público, com certeza não será o último para a maioria dos fãs da banda, que criaram para Biff Byfford e sua banda uma recepção digna dos grandes nomes do rock, gerando um entrosamento que se tornou resultado de boas apresentações no país, tonando impossível achar que se trata de um exagero dizer que o Saxon, a cada turnê no país, se sente mais em casa.

A música passa por aqui.

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