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Jamiroquai - Credicard Hall/SP (07.02.13)

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Velho conhecido do público brasileiro, o Jamiroquai soube como poucos explorar gêneros mais técnicos como o acid jazz e o funk dentro de uma embalagem pop, sempre caminhando alheio às tendências e realizando apresentações elogiadas no país. E o resultado não foi diferente nessa quinta-feira (07), quando Jay Kay e sua banda retornaram a São Paulo para sua quinta passagem pelo país.

Afastando de vez o fantasma que vem rondando os grandes shows em São Paulo, o Jamiroquai levou ao Credicard Hall um público capaz de lotar a casa e transformar a pista em uma verdadeira balada. Em turnê de divulgação de seu último álbum, Rock Dust Light Star, lançado em 2010, Jay Kay alternou velhos clássicos da banda com faixas extraídas dos álbuns A Funk Odyssey e Dynamite, o que acabou gerando um misto de ansiedade com frustração para os fãs mais antigos do grupo.

Com uma banda tão competente quanto sua formação clássica, o Jamiroquai hoje soa muito mais encorpado ao vivo graças a um discreto e eficiente trio de vocalistas que abrem espaço para que Jay Kay possa interagir ainda mais com sua banda e o público, que também pode conferir uma verdadeira aula de bateria e percussão com a dupla Derrick McKenzie e Karl Vander Bosshe, músico que acompanha a cantora senegalesa Sade durante suas turnês e substituiu Sola Akingbola, que ao lado de Derrick são os únicos membros da formação original da banda ao lado do vocalista.

Sem seus chapéus espalhafatosos, Jay Kay subiu ao palco após inacreditáveis 45 minutos de atraso e já com algumas vaias ao som de Twenty Zero One, faixa do álbum A Funk Odyssey, um dos mais dançantes do grupo. Esbanjando simpatia, Jay Kay só viu sua empolgação ser recompensada com a trinca Alright, Use the Force e High Times, ambas extraídas do maior sucesso comerciald o grupo, Travelling Without Moving (1996).

E se Little L colocou o público para bater palmas, uma nova versão da explosiva Canned Heat acabou com parte do poder de fogo da banda, fazendo com que uma de suas faixas mais dançantes acabasse fazendo parte do momento mais introspectivo do show ao lado de Hot Tequila Brown e Tallullah, ambas do regular Dynamite (2005).

A apresentação voltou a esquentar com uma poderosa sequência que incluiu Space Cowboy, o hit Main Vein – uma das melhores faixas de A Funk Odyssey – e nada menos que Revolution 1993 (grande surpresa do setlist) e Cosmic Girl, talvez o maior clássico do grupo em sua carreira. E como previsível, durante a reta final do show outra sequência de perder o fôlego, com a faixa título de seu álbum mais famoso, Travelling Without Moving, o hit Love Foolosophy e a pesada Deeper Underground, faixa que fez parte da trilha sonora do remake de Godzilla.

O curto bis trouxe apenas White Knuckle Ride, faixa do divertido Rock Dust Light Star, que acabou sendo bem recebida, ainda que tenha deixado um ar de frustração em parte do público, que esperava por Virtual Insanity (há tempos fora do setlist da banda) ou algum hit mais atual, caso de Seven Days in Sunny June.

Com mais de duas horas de show, o Jamiroquai mostrou porque fez do Brasil uma de suas principais residências. Ainda que o repertório transite muito mais por sua fase “eletrônica” e abandone boa parte dos clássicos de Emergency on Planet Earth (1993) e The Return of the Space Cowboy (1994), a banda de Jay Kay é extremamente eficiente ao vivo e supera alguns excessos no repertório, além de um atraso inadmissível diante de um público que se mostra tão devoto da banda, ainda que parte dele encare um show como uma verdadeira balada.

A música passa por aqui.

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