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Bootsy Collins - SESC Pompeia/SP (26.01.13)

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O ano “musical” de 2013 teve seu início no Brasil muito antes de começar efetivamente. Com uma enormidade de atrações confirmadas ainda em 2012, que transitam entre festivais, atrações inéditas e alguns retornos, poucos podem ser classificados com tanta ênfase como “imperdíveis” diante da oportunidade de se conferir ao vivo um nome como Bootsy Collins, verdadeira lenda do funk mundial, em terras brasileiras.

Com três datas esgotadas no SESC Pompeia, o ex-integrante da banda de James Brown (The JBs) e do coletivo de George Clinton (Parliament/ Funkadelic e Rubber Band) veio ao Brasil celebrar o funk como um verdadeiro culto à música, revidendo clássicos que serviram de base para qualquer vertente da música eletrônica e são considerados verdadeiros sinônimos de festa.

Dando início à apresentação do sábado com pouco mais de 15 minutos de atraso com a presença da Funk Unity Band, uma banda digna de seu talento e visual espalhafatoso, Bootsy Collins se mostrou muito maior que um grande músico, se transformando em um verdadeiro maestro no palco, capaz de coordenar público e banda com a mesma facilidade com que transitava por uma enormidade de clássicos em ritmo de balada.

Da longa introdução com Ahh...The Name Is Bootsy Baby, extraída do homônimo de 1977 quando tocava ao lado da Rubber Band, Bootsy surgiu pela primeira vez com seu tradicional terno prata, cartola, óculos e baixo em formato de estrela, o space bass, dando início a uma verdadeira viagem no tempo.

Agrupando em pequenos medleys parte dos clássicos da carreira, quem já havia se acostumado a ver em DVDs as apresentações de Bootsy com o Funkadelic não teve motivos para se frustrar durante toda a apresentação. Sequências como Not Just Knee Deep, One Nation Under a Groove, Freak of the Week e Lunchmeataphobia ou Wind Me Up e Roto-Rooter foram só alguns dos bons momentos que William Bootsy Collins proporcionou em uma apresentação de quase duas horas.

Não faltaram clássicos como Bootzilla, Get off Your Ass and Jam ou Take Your Dead Ass Home, proporcionando jams para que Bootsy renovasse seu figurino sem causar nenhuma pausa ao show, que se aproximava muito mais de uma balada e teve entre muitos pontos altos um medley com Dr Funkenstein e P Funk Party Chant.

O retorno para o bis contou contou, como previsível, com Mothership Connection, clássico que teve a participação de Bootsy durante a gravação disco, lançado em 1975, e que foi responsável por dar números finais a uma apresentação irrepreensível.

Esbajando simpatia, Bootsy Collins soube explorar bem a discografia de sua carreira, trazendo ao palco clássicos de álbuns como One Nation Under a Groove (1978) e Uncle Jam Wants You (1979), além de seu trabalho com a Rubber Band. Em três noites bastante disputadas, Bootsy mostrou que o funk está mais vivo do que nunca, além de proporcionar uma verdadeira aula sobre como uma festa deve acontecer.

A música passa por aqui.

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