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KISS - Arena Anhembi/SP (17.11.12)

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Se houvesse uma enquete para eleger o “Melhor show da história do rock”, alguns diriam Stones, outros falariam Beatles, uma parte ficaria com o Led Zeppelin e muitos outros nomes surgiriam nessa seleta lista. Mas se a pergunta fosse modificada para “Qual o show mais divertido da história do rock?” o resultado dificilmente escaparia das mãos do KISS, que retornou a São Paulo no último sábado (17) para show de divulgação de seu mais recente (e elogiado) álbum, Monster (2012), em uma épica apresentação na Arena Anhembi.

Com toda produção executada nas turnê americana, o quarteto liderado por Gene Simmons e Paul Stanley contou com pouco mais de 25 mil fãs maquiados para fazer uma verdadeira festa regada a muito rock and roll e pirotecnia.

O relógio marcava 20h30 quando o Viper, um dos maiores expoentes do heavy metal brasileiro, subiu ao palco para realizar a abertura do evento. Abrindo o show com a pesada Knights of Destruction e To Live Again, faixa que dá nome à turnê de reunião do grupo, André Matos fez bom uso de sua experiência para cativar boa parte do público presente. Em um set de aproximadamente meia hora clássicos como A Cry from the Edge, Living for the Night e Rebel Maniac fizeram a festa do público mais veterano, que ainda foi presenteado com uma versão mais rápida e pesada de I Will Rock You, do Queen, similar àquela executada no álbum Maniacs in Japan (1993).

Com toda estrutura pronta para a atração principal, não demorou para que Gene Simmons, Paul Stanley, Eric Singer e Tommy Thayer subissem (ou descessem) ao palco através de uma imensa plataforma com toda pirotecnia possível e os acordes de nada menos que Detroit Rock City. A catarse tinha início.

Um show do KISS, independente do repertório, já é uma experiência única para seu público. A possibilidade de juntar em um mesmo lugar um verdadeiro espetáculo pirotécnico, uma avalanche de clássicos e uma banda afiadíssima faz com que a aura de festa seja tão intensa que fica impossível desqualificar a relevância da banda americana após tantos anos de carreira.

Com um repertório que deu ênfase aos clássicos da banda, passando por épicos como Shout It Out Loud, do álbum Destroyer (1976) e Calling Dr. Love, de Rock and Roll Over (1976), a plateia estava ganha rapidamente e mesmo faixas de Monster (2012), lançado há pouquíssimo tempo no Brasil, estavam na ponta da língua do público, principalmente seu primeiro single, a potente Hell or Hallelujah, que já se torna favorita a clássico álbum. Do novo lançamento ainda vieram Wall of Sound e Outta This World, esta cantada por Thommy Thayer, que ao lado de Eric Singer vem ganhando cada vez mais moral com os chefões da banda.

Mas a noite havia sido feita para os clássicos e todo um simbolismo que fez do KISS uma das maiores bandas da história. Gene Simmons sempre declarou que daria ao público o que ele realmente esperava, afinal, era para isso que a banda existia, e foi dessa forma que o baixista cospiu fogo de seu baixo em Hotter Than Hell, do homônimo de 1974, fez jus a pseudônimo de The Demon em God of Thunder e I Love It Loud, além de convocar seu exército em War Machine, tudo como qualquer fã sonhou durante sua vida.

Paul Stanley, o grande mestre de cerimônias, deu seu show particular provocando o público, dançando e entoando clássicos como Love Gun e Black Diamond – com direito a tradicional brincadeira onde executa a introdução de Stairway to Heaven do Led Zeppelin, ironizando o clássico da banda inglesa. São verdadeiros hinos que não precisam de mais que três segundos para fazer o público atingir o auge da euforia, principalmente quando o The Starman voa sobre o público durante Love Gun, a faixa mais explosiva – literalmente – da banda.

Para o bis, a banda trouxe outra avalanche de clássicos, passando por Lick It Up, do homônimo – e sem máscaras – álbum de 1983, I Was Made for Lovin’ You, de Dinasty (1979) e, claro, Rock and Roll All Nite, de Dressed to Kill (1975), encerrando grandiosamente um show para fazer história em palcos brasileiros.

Normalmente associado a apelidos pejorativos como “Disneylandia do Rock” e muitos outros, se torna impossível não se render a um show do KISS, seguramente o mais divertido do planeta. Mais do que isso, a banda americana segue se firmando como uma das mais representativas da atualidade após uma sequência de bons lançamentos e sua marcante presença de palco. A frente de um verdadeiro exército pintado como seus comandantes, o KISS segue escrevendo seu nome na história do rock com um mérito inquestionável e fazendo jus ao título de Hottest Show on Earth!

A música passa por aqui.

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