All for Joomla All for Webmasters

A Ao vivo

Megadeth - Via Funchal/SP (05.09.12)

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Nome certo no vasto calendário de shows brasileiro, o Megadeth se apresentou no Via Funchal, em São Paulo, pela terceira vez no país nos últimos três anos com a turnê comemorativa do álbum Countdown to Extinction, gravado há duas décadas. Com show único em solo brasileiro, não foi de se espantar que a casa estivesse cheia, aliás, realmente cheia e com um público que se mostrou disposto a viajar por dez, até quinze horas somente para acompanhar a apresentação.

Bastante querido pelo público brasileiro, a banda de Dave Mustaine vem mantendo sua formação intacta há quase três anos e, respaldado por bons lançamentos como Endgame (2009) e TH1RT3EN (2011), vive novamente uma de suas melhores fases desde a virada do século.

Com um repertório que contemplava alguns clássicos e a íntegra de um dos seus principais álbuns, o Megadeth subiu ao palco do Via Funchal pouco após as 22h para uma sequência de peso, trazendo a “acessível” Trust seguida pelos clássicos Hangar 18, She-Wolf e A Tout Le Monde, esta cantada em uníssono pelo público, que mostrava empolgação desde o início.

Diferente da turnê comemorativa do álbum Rust in Peace (1990), o Megadeth trouxe para o Brasil seu mais elaborado palco comparado às passagens anteriores. Com telões de alta definição muito bem sincronizados, os vídeos deram nova vida ao palco da banda, dividindo bem a atenção do público diante dos precisos solos de Mustaine e Chris Broderick, que vem se mostrando o companheiro ideal para o vocalista.

Com uma banda bem entrosada, ainda houve tempo para as novas Whose Life e Public Enemy No. 1, ambas retiradas de TH1RT3EN (2011) e recebidas sem muita empolgação. Banda for a do palco e poucos minutos depois chegava finalmente o momento de Countdown to Extinction receber sua execução ao vivo, e isso por si só já seria um momento histórico para os fãs.

E quando a bateria de Skin o' My Teeth ganhou o Via Funchal, a catarse tinha início. Diferente de Rust in Peace, Countdown to Extinction é um disco mais elaborado e menos explosivo, principalmente por ter em seu tracklist menos clássicos e contar com faixas mais acessíveis ao grande público, dessa forma, boa parte de sua execução rendeu muito mais contemplação do que euforia.

Óbvio que faixas como Symphony of Destruction, Sweating Bullets, a própria Countdown to Extinction e Ashes in Your Mouth levantaram o público pra valer, mas foi com músicas menos conhecidas do grupo, como This Was My Life, High Speed Dirt e Captive Honour que o Megadeth mostrou como peso e melodia podem muito bem conviver lado a lado sem a necessidade de se manter ininterrupto durante um álbum inteiro. Com suas melodias e solos certeiros, quem não tinha o álbum na ponta da língua provavelmente ganhou motivos para voltar para casa e resgatar mais um clássico da banda no dia seguinte.

Com aproximadamente uma hora e meia, o recheio do bolo já havia sido apresentado e, diferente das outras apresentações da turnê, a explosiva Peace Sells dava números finais ao show diante de um público bastante satisfeito.

Conversando mais que o habitual, o carrancudo Dave Mustaine se distanciou da polêmica imagem que o transformou em notícia nas últimas semanas, quando realizou declarações inoportunas durante sua turnê americana. Bastante agradecido, retornou para a executar a derradeira Holy Wars, um dos maiores hinos do grupo, para finalmente encerrar mais uma passagem por solo brasileiro.

Com um setlist previsível e com pouca variação em sua turnê sulamericana, o Megadeth cumpriu seu papel novamente. Ainda que o som não tenha colaborado e tenha surgido embolado na maioria do tempo, não houve comprometimento no andamento do show e o apoio visual contribuiu muito para isso. Para os fãs de longa data estavam lá os clássicos, os solos, a tímida aparição do mascote Vic Rattlehead e um palco muito bem montado. Já para os novos devotos da banda americana, a performance empolgada (muito disso graças ao entrosamento de Dave Ellefson e Chris Broderick) justifica o mito criado em torno da técnica de Dave Mustaine, além disso, a celebração de um dos principais álbuns da banda serve como ingrediente adicional para que a popularidade do Megadeth siga cada vez maior no país. E que em um futuro próximo a banda retorne com outro clássico, o seminal Youthanasia, que também comemorará seus vinte anos de história.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais