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The BellRays - Clash Club/SP (06.12.11)

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m vulcão nunca explode de uma hora para outra, gradualmente a situação vai chegando a um limite onde a erupção se torna o ápse. É dessa forma que pode-se resumir o que foi a apresentação dos californianos do The BellRays nessa quinta-feira (06), durante a vinda da banda ao país, que incluiu um show no festival Goiânia Noise no último fim de semana.

Liderados pela vocalista Lisa Kekaula, o The BellRays subiu ao palco com Bob Vennum (guitarra), Justin Andres (baixo) e Stefan Litrownik (bateria) poucos minutos após 21h30 e sem muita cerimônia para transformar uma Clash Club silenciosa em um verdadeiro pandemônio. Aos acordes de Buried Alive a banda iniciou a apresentação sem muita intensidade, mas com os potentes vocais de Lisa, que no palco incorpora uma versão possuída da lenda do funk, Betty Davis, enquanto o público ainda chegava e já se posicionava a frente do palco.

Com mais de uma dezena de álbuns lançados, o BellRays trouxe um setlist que contemplou toda sua carreira e construiu sequências de cinco, seis músicas sendo tocadas ininterruptamente à medida que a vibração no palco ganhava um nível cada vez maior, contagiando cada vez mais o público. Nessa primeira sequência ainda viriam as empolgantes You’re Sorry Now e Pinball City.

Contrastando com a empolgação de Lisa, músicas mais rápidas e pesadas como Infection só traziam o público para perto da banda após intensos gritos da vocalista, convocando cada vez mais os presentes a ponto de quase chamar a sua atenção. Daí pra frente, já com a plateia ganha, a banda se soltou ainda mais, as performances de Bob Vennum já chamavam mais a atenção, só perdendo para os malabarismos de Stefan Litrownik, com uma performance irrepreensível na bateria.

Mesmo ciente de que o público não conhecia boa parte de sua discografia, o BellRays ao vivo sabe quais momentos são esperados pelo público, nessa pegada cada vez mais explosiva o grupo trouxe músicas como a dobradinha Sun Comes Down e Hell On Earth, além de Revolution Get Down, Changing Colors e Blues For Godzilla, transformando o frio fora de época de São em passado.

Em pouco mais de 1h o BellRays mostrou porque tem um dos shows mais intensos da atualidade. Ele provavelmente não vai aparecer nos destaques ou sequer será lembrado pelo grande público, mas é o tipo de show que funciona perfeitamente em lugares menores, diferente de bandas que precisam de um público para regerem sua apresentação.

Tal como um vulcão, mencionado no início dessa matéria, o BellRays trouxe ao Brasil uma verdadeira explosão sonora ao palco da Clash, testemunhada por um público que, na marra, fez-se presente ao seu final.

A música passa por aqui.

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