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Ultra Music Festival - Anhembi/SP (03.12.11)

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Último grande festival de 2011, o Ultra Music Festival, tradicional evento sediado em Miami há mais de uma década e que é realizado pela segunda vez no Brasil, trouxe para o Sambódromo do Anhembi um line up que apostava na pluralidade de estilos, levando mais de 20 mil pessoas ao Sambódromo do Anhembi para conferir um line up que ia do rock ao drum n bass, ou da house music ao funk.

Com as atrações nacionais focadas na parte inicial do evento, nomes consagrados da cena eletrônica nacional como Renato Ratier, Renato Cohen e a banda de rock Copacabana Club esquentaram o diminuto público que já marcava presença no sambódromo até o início da noite, que começou pra valer com o intenso set do DJ Marky.

Dividido em um palco maior, o bem iluminado UMF Stage, e uma tenda intitulada UMF Arena, o imenso sambódromo trouxe uma estrutura diferenciada dos eventos que normalmente acontecem no local, bem dividido e com banheiros e bares bem posicionados, mostrou-se eficaz durante todo o evento.

Ultra Music Festival trouxe New Order e Swedish House Mafia ao Brasil - Créditos: Divulgação
Ultra Music Festival trouxe New Order e Swedish House Mafia ao Brasil - Créditos: Divulgação

Primeira atração internacional, o Soulwax, que conta com integrantes do 2 Many DJs, fez um show correto e que trouxe, além de suas faixas mais conhecidas, músicas que estarão em seu próximo álbum, ainda sem título definido. Embora desconhecido de grande parte dos presentes, o grupo agradou a fez bem seu trabalho, preparando ao público para uma das grandes atrações do festival, o recém-reformulado New Order, que excursionava novamente pelo Brasil cinco anos após sua última turnê por aqui.

 

New Order – Com um bom público e uma leve garoa, a atual formação do New Order, embora veterana de palcos, não conseguiu trazer a empolgação necessária para cativar o público. Mesmo com o retorno de Gillian Gilbert à banda, a ausência de Peter Hook transformou o som do grupo em uma discotecagem pobre, sem aquele toque mais humano e que transformou o New Order, na década de 80, em um ícone do rock. Músicas conhecidas, que fizeram parte do momento mais brilhante da história da música, foram transformados em canções sem nenhum impacto ao vivo.

Bernard Summer conversou bastante, interagiu, dançou, mas a soma de fadetores como chuva, problemas de som e a ausência de Peter Hook pareceram maiores que clássicos como Bizarre Love Triangle, Perfect Kiss ou Blue Monday. Com um repertório curto o New Order acabou saindo do palco em um show que não ultrapassou a marca de uma hora, além de desaparecer sem um devido adeus ao público, que havia chego ao anhembi única e exclusivamente para ver o grupo de Manchester. Enquanto isso, Diplo trazia para a UMF Arena sua mistura de ritmos como o hip hop e o funk, entretendo um público bem menor, não faltaram remix de DJ Marlboro ou da cantora senegalesa M.I.A. em seus melhores momentos.

Com o Anhembi ganhando cada vez mais público, foi a vez de estilos completamente diferentes darem a tônica no festival. Enquanto no UMF Stage o prodígio Alesso mostrava porque é uma das maiores apostas da música eletrônica em 2011, com uma mistura de minimal e techno, na UMF Arena o Death From Above 1979 trazia uma verdadeira avalanche sonora, capaz de assustar algum baladeiro mais desavisado sobre o que estava acontecendo. Em pouco mais de uma hora a dupla formada por Jesse F. Keeler e Sebastien Grainger fez para um público seleto um show que contou com seus maiores sucessos por aqui, como You're a Woman, I'm a Machine e Go Home, Get Down, tudo com um volume extremamente alto e a participação de Igor Cavalera em Romantic Rights. O show se encerrou de forma apoteótica com a pesadíssima Do It, em um dos momentos mais intensos do festival.

Já na madrugada, foi a vez do Ultra Music Festival mostrar por que é considerado um dos festivais mais importantes do mundo. A dupla Nero realizou na sequência do Death From Above 1979 um set de dubstep que começou muito mais arrastado, até por ser um gênero que vem ganhando evidência aos poucos, mas se encerrou com a tenda cheia e um público que mais dançava do que assistia, mostrando que a vertente tem tudo para se tornar bastante popular no próximo ano.

NO UMF Stage o filipino Laidback Luke fez tudo o que o público mais desejava, mesclou faixas pessoais com músicas conhecidas e empolgou com sequências de remixes que transitavam por nomes da música pop. Um grande set que serviu de aperitivo para aquele que seria o ponto mais alto da noite, a apresentação da Swedish House Mafia.

Swedish House Mafia – Se no rock nomes como Chickenfoot ou Racounters são considerados supergrupos, na música eletrônica a Swedish House Mafia prova que é hoje um dos nomes mais aclamados do estilo, capaz de lotar estádios e realizar apresentações dignas de uma verdadeira catarse. Com uma entrada apoteótica, explosões e coreografias, o trio formado por Axwell, Steve Angello e Sebastian Ingrosso faz hoje um dos sets mais celebrados na música eletrônica, uma feliz escolha da organização, que por si só já valeria todo festival.

Ao longo de mais de pouco mais de duas horas o grupo tocou praticamente todas as faixas mais conhecidas de seus trabalhos particulares, além de remixes de artistas como os ingleses do Coldplay e colocaram todo público pra dançar. Um verdadeiro espetáculo de luz e som que surpreendeu até os menos adeptos do estilo.

Na UMF Arena o Major Lazer, projeto que incluia novamente a presença de Diplo, manteve o público mais aberto a novos estilos com sequências de mash ups, que incluíam de MPB até Smashing Pumpkins.

Já em sua reta final, o festival trouxe uma de suas apresentações mais pesadas, o duo MSTRKRFT (lê-se Master Kraft) fez em um set de pouco mais de uma hora a melhor apresentação da UMF Arena, com tenda lotada durante todo tempo e não economizando em batidas poderosas. No UMF Stage era a vez do Duck Sauce trazer seus pegajosos hits como Barbra Streisend e manter empolgado todos que se mantiveram no UMF Stage durante toda madrugada.

A última apresentação da noite na UMF Arena foi do divertido 2 Many Djs, dupla formada pelos irmãos David e Stephen Dewaele, que também integram o Soulwax, e subiu ao palco vestidos com seus tradicionais ternos cinzas e sua caixinha de rádio. Com uma verdadeira salada musical, que trouxe de Motorhead até Vitalic, o 2 Many DJs fez uma boa apresentação, mas empolgou menos que em outras passagens pelo país, até em virtude do público já cansado que se deslocava para fora do Anhembi.

O encerramento do UMF 2011 se deu com o Life Is A Loop em uma bela apresentação no UMF Stage, cheio de luzes e quase conceitual. O grupo mostrou porque é um dos mais criativos nomes da música eletrônica nacional e encerrou com chave de ouro a longa noite.

O saldo dessa segunda edição do festival é mais do que positivo, consolidado como o maior evento de música eletrônica do Brasil, o Ultra Music Festival só não teve capacidade total no evento por ter que lidar com a concorrência de muitos outros eventos em fase de venda de ingressos, mas ainda assim conseguiu levar mais de 20 mil pessoas ao Anhembi, consagrando-se ainda mais como o melhor festival de música eletrônica do país, mas muito mais aberto às novas tendências.

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