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Planeta Terra Festival 2011 - Playcenter/SP (05.11.11)

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Com ingressos esgotados antes mesmo de terem sido anunciadas todas as atrações do festival, a edição 2011 do Planeta Terra, novamente no Playcenter, pode ter decepcionado a alguns e entediado a outros. Mas muita gente saiu extasiada por ter visto os melhores shows da vida. Assim são – e devem ser – os festivais: as atrações são tão diversas que cada um do público pode ter uma experiência única do evento. Não é essa a graça? E como não dá para fazer tudo ao mesmo tempo agora, sempre se acaba tendo que abrir mão de alguma coisa. Aproveitar um festival desse porte ao máximo significa estabelecer prioridades. E dar a sorte de pegar as filas dos bares nas horas certas. A seguir, a experiência incompleta, mas feliz, de uma jornalista que ainda não conseguiu dominar a arte da onipresença.

20h00 – Chegada ao festival e reconhecimento da área.
O palco principal e os telões pareciam maiores esse ano. As projeções estavam mais bonitas, sem dúvida. Toro Y Moi estavam no palco indie e parecia que todo mundo do festival estava ou ia para lá. Mas o som viajante dos meninos não parecia feito para grandes públicos em lugares abertos. Hora de circular, fazer a social na sala de imprensa e checar a situação dos banheiros. O excesso de eucalipto entre os banheiros químicos não foi uma má ideia. Mas podia ter onde lavar a mão, não é, organização?

Planeta Terra Festival 2011 reuniu nomes como Strokes e Beady Eye no Playcenter - Créditos: Divulgação
Planeta Terra Festival 2011 reuniu nomes como Strokes e Beady Eye no Playcenter - Créditos: Divulgação

20h30 – Broken Social Scene no Main Stage. A banda canadense veio com percussão, metais, o pacote completo. Os integrantes revezavam vocais e instrumentos. Competente, o grupo conseguiu animar a plateia mesmo sendo desconhecido de grande parte dos presentes. E ainda terminaram fazendo um coro de “f***k you, I won't do what you tell me” com a plateia. Sim, é aquela frase do Rage Against the Machine.

22h00 – Interpol no Main Stage.
Abriram com Success, de seu último disco, e passaram a revisitar músicas antigas, como Narc, Say Hello To The Angels, C’mere e Evil. Aliás, seis das dez faixas do disco Antics (de 2004) apareceram no show. O público estava empolgado, mas a apresentação do Interpol foi, como sempre, burocrática e distante.

23h00 – Goldfrapp no Indie Stage.
Como a maior parte do pessoal ainda estava vendo o Interpol, enxergar todo o palco do Goldfrapp não trazia dificuldade nenhuma, mesmo para pessoas de um metro e meio como essa que vos fala. E ele trouxeram uma super produção: um ventilador estrategicamente posicionado no palco fazia voar a cabeleira e as mil faixas brilhantes do vestido de Alisson, a vocalista, que se entregou na performance. Acusaram o grupo de fazer playback, mas com que fundamento, não se sabe. Qualquer show de estilo mais eletrônico tem bases pré gravadas e efeitos de voz. O setlist pôs todo mundo para dançar e deixou totalmente de lado o momento trip-hop do álbum Felt Mountain, encerando com o hit Oh La La e com a deliciosa Strict Machine.

00h00 – Pausa para abastecer
, usar o banheiro e encarar os brinquedos do parque. Isto é, para quem tem coragem, mesmo depois da recente queda no Double Shock, que deixou 8 feridos no Playcenter. Eu não quis encarar. Decidi rumar para o palco principal, mas quando cheguei, o Beady Eye já tinha terminado o show. Pessoas esperavam sentadas e até deitadas no chão, já meio grudento de cerveja.

01h30 – The Strokes no palco principal. Julian Casablancas chega vestido de Kanye West (que look era aquele, Julian?) e o show começa com NYC Cops, do álbum Is This It, o primeiro do grupo. Bem à vontade, a banda não poupou esforços para contentar os muitos fãs que estavam lá só para vê-los e tocou todos os hits: Modern Age, You Only Live Once, Is This It, Someday, 12:51, Reptilia, Juicebox... Tinha fã fazendo até air guitar, no auge da devoção. Saí antes de Last Nite, que eles também tocaram, antes do bis. Dá pra dizer que foi o melhor show da noite, considerando o público, o repertório e o empenho da banda.

02h15 – Groove Armada no palco indie. Já era tarde e os Strokes ainda estavam tocando quando Tom Findley e Andy Cato começou a tocar para uma centena de pessoas, no máximo. Parecia uma festinha privê, com discotecagem de dois dos maiores DJs da atualidade. Surreal! O duo já se apresentou com uma banda completa, mas no último ano anunciaram que seguiriam apenas com seus dois membros fundadores. Para o Terra trouxeram apenas laptops, pick-ups e afins, e usaram pouquíssimos vocais O clima era de balada. Não faltaram os hits Superstylin’ e I See You Baby, no qual o público cantava “shaking that ass”, mesmo com o refrão ausente. Na saída, ainda tropecei em um famoso global.

03h00 – Saída do festival. A maior dificuldade do fim da noite foi pegar um táxi para voltar, já que hordas de pessoas que também saíam do Playcenter se aglomeravam em volta de qualquer carro branco que parasse. Não vi nenhum transporte oficial do evento, embora tivesse sido prometido ônibus gratuito para o terminal Barra Funda, mas havia uma lotação que levava as pessoas para lá. E depois da maratona de shows, o merecido descanso.

A música passa por aqui.

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