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Saxon - HSBC Brasil/SP (22.10.11)

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Existem bandas que atravessam décadas se dedicando plenamente ao público que conquistou, sempre esbanjando um vigor que só ao vivo é possível compreender. Os ingleses do Saxon retornaram ao Brasil para a turnê de divulgação do excelente Call to Arms (2011) e trouxeram na bagagem uma avalanche de clássicos para o público, que conferiu a apresentação da banda no HSBC Brasil no último dia 22 de outubro.

Com um histórico de grandes apresentações, o Saxon subiu ao palco pontualmente às 22h00 ao som de Hammer of the Gods, primeira música de Call to Arms. Já percebendo a boa recepção de seu último lançamento, a banda emendou a clássica Heavy Metal Thunder, um das músicas que definem bem o seu estilo, ícone da NWOBHM, estilo que, para aqueles que não se familiarizaram com a sigla, signifca New Wave of British Heavy Metal e tem, entre seus expoentes, bandas como Iron Maiden e Tygers of Pan Tang.

Pela empolgação do público e a disposição da banda, é perceptivel que o Saxon merecia maior reconhecimento no Brasil. Embora com a casa de shows cheia, um lugar maior faria maior justiça à banda. No palco o vocalista Byff Byfford mostra que a idade não pesou para a banda, com mais de 35 anos de carreira dedicados ao heavy metal e músicas que ajudaram a moldar o estilo, o vocalista justifica em cada estrofe a frase em que diz que “O Saxon é uma banda para se ver ao vivo!”.

Ainda na empolgação do público, Byff emendou Never Surrender, do clássico álbum Denim And Leather (1981), outra daquelas músicas que ao vivo são ainda melhores.

Mesclando com músicas mais novas, o Saxon iniciou uma sequência de músicas de Call to Arms e grandes clássicos da banda, o que foi primordial para manter a empolgação do público. Chasing the Bullets foi bem recebida e antecedeu outra pedrada, Motorcycle Men, uma das mais pesadas dos ingleses. Back in 79 foi destaque entre as músicas mais novas da banda, que na sequência tocou And the Bands Played On, um dos seus maiores hinos.

Diante de um público fiel, os integrantes do Saxon se sentiram bastante à vontade para usar a participação do público em suas músicas mais novas, sendo atendido de forma surpreendente. Mists of Avalon e Call to Arms também apareceriam no setlist, intercaladas por Demon Sweeney Todd, do álbum Into the Labyrinth (2009).

A partir daí, uma avalanche de clássicos mostraria que o Saxon realmente merecia um público maior para mostrar a história do heavy metal. Dallas 1PM, com um dos melhores solos da história da banda, e Rock 'n' Roll Gypsy, com seu refrão marcante, deixava claro que o público paulistano estava diante de um dos melhores shows de 2011.

Rock the Nations e Battle Cry vieram na sequência em mais uma dobradinha histórica de sua carreira. A última música de Call to Arms seria When Doomsday Comes, consolidando o fato de que o último álbum da banda realmente se tornará um clássico em alguns anos.

Sem parar e executando todas as músicas com uma técnica e vibração impressionantes, o Saxon entrou na reta final do show com as épicas Denim and Leather e 20,000 Ft. Só então Byff deu tempo para o público respirar e, após um curto diálogo, iniciar outro dos hinos do Saxon, Wheels of Steel, música que encerrou a primeira parte do show.

Após deixar o palco, a banda retornou para mais uma sequência histórica, que contou com os clássicos Crusader, Strangers in the Night, a épica Power and the Glory e, por fim, Ride Like the Wind. Se esse fosse o fim do show, com certeza o público estaria satisfeito, mas o Saxon ainda traria mais músicas que ajudaram a fazer sua história.

Após outra breve pausa, os integrantes da banda retornaram para a execução de Strong Arm of the Law e Princess of the Night, onde a banda parecia ter acabado de iniciar o show, tamanha vitalidade que mostrava no palco.

Completamente nos braços do público, a banda encerrava sua apresentação em São Paulo. Consirada pelo público como uma das bandas mais dedicadas em seus shows, a cada ano que passa os ingleses parecem surpreender ainda mais, deixando ao fim de cada bis a sensação de que é impossível sair insatisfeito de um de seus shows.

O Saxon soube como poucos manter sua discografia íntegra ao longo dos anos e ao vivo parece surpreender cada vez mais, esbanjando uma energia que somente ao vivo é possível compreender. Como foi comum na carreira dos ingleses, provavelmente essa apresentação não aparecerá entre as melhores do ano nas votações populares, mas para todos os presentes e a própria banda, fica claro que a noite de 22 de outubro foi histórica.

A música passa por aqui.

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