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Eric Clapton - Estádio do Morumbi/SP (12.10.11)

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clamado como o “Deus da guitarra”, Eric Clapton realizou na noite de 12 de outubro sua terceira apresentação ao público paulistano em mais de três décadas. Divulgando seu último lançamento, Clapton (2010), o guitarrista trouxe para sua turnê um repertório que transitava por todas a sua carreira e, com muita elegância, mostrou como poucos o que é realizar um show para 45 mil pessoas em um show intimista.

Com praticamente todo Morumbi lotado, Clapton subiu ao palco pontualmente às 21h com sua banda, formada por Steve Gadd (baterista), Willie Weeks (baixista), Chris Stainton (pianista), Tim Carmon (tecladista), Sharon White e Michelle John (cantoras de apoio).

Key the Highway
, clássico de Charlie Segar na década de 40 e que ficou famoso no álbum de Clapton, Layla and Other Assorted Love Songs, foi a porta de entrada de uma viagem por várias vertentes do blues. Com seu estilo único de tocar guitarra, cada execução se transforma em um momento de contemplação, fazendo com que o grande estádio se transformasse em um pequeno clube de blues, como na longa Tell The Truth.

Na sequência, um tributo a um dos maiores ídolos de Clapton, Muddy Waters, com a famosa Hoochie Coochie Man. Um blues pesado que define bem a cena de Chicago, de quem Clapton é tão fã.  Tudo isso com boa participação de sua banda, principalmente nos duelos com Chris Stainton e Tim Carmon.

Com a plateia ganha, Clapton faz o que sempre fez na carreira, interagindo mais com seus músicos do que com seu público, tocou Old Love (do álbum Journeyman) e Tearing Us Apart, dando fim à primeira parte do show, que contaria com um mini set acústico. Sentado com seu violão vieram com Driftin' Blues e Nobody Knows You When You're Down And Out, ótimas músicas, mas que foram comprometidas pela acústica do estádio, principalmente quem estava nas arquibancadas.

Em um dos momentos mais esperados do show, Clapton executou Layla em uma versão muito mais cadenciada que a original, mas com sua guitarra azul na mão, realizando um grande solo ao seu final. Nesse formato ainda vieram Lay Down Sally e When Somebody Thinks You're Wonderful, de seu último álbum, tudo recheado de longos duelos e uma notória participação de Stainton.

Já em sua reta final, um dos maiores clássicos do Cream, Badge, foi a música que praticamente fez com que o estádio se levantasse para cantar junto, o melhor momento do show. A belíssima e radiofônica Wonderful Tonight manteve a empolgação, principalmente dos casais presentes. Ainda viriam Before You Accuse Me e uma extensa versão de Little Queen of Spades, música que se fosse executada em um ambiente menor, seria ainda melhor, trazendo um dos mais brilhantes solos do guitarrista em todo show.

Para seu final, Clapton relembrou sua parceria com JJ Cale executando Cocaine, levantando novamente o público, encerrando a apresentação. Para o rápido bis, outro clássico do Cream, Crossroads, que também é o nome do festival de Clapton pelo mundo afora e que rendeu a participação de Gary Clarke Jr ao seu final.

Agradecendo mais a sua banda do que o público, Clapton se mantém distante de qualquer interação e mostra que o que realmente interessa é o seu instrumento. Mais do que qualquer músico, o guitarrista conseguiu fazer o que sempre quis em sua carreira e realiza um tributo aos seus maiores ídolos, assim como tocar seu repertório distante de qualquer euforia.

Com aproximadamente 1h40 de show, Clapton se despedia pela última vez do público com um singelo agradecimento. Com 66 anos (50 de carreira), o guitarrista mostrou que continua em plena forma e deixa a expectativa de que todos os presentes não tenham que esperar mais uma década para vê-lo ao vivo novamente.

A música passa por aqui.

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