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Tears for Fears - Credicard Hall/SP (06.10.11)

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Um Credicard Hall com ingressos esgotados mostrou que a música da dupla inglesa, formada no início da década de 80, passou no mais decisivo dos testes, o teste do tempo.

O pop da banda sempre flertou com elementos díspares como o eletrônico, no uso constante de sintetizadores, alguns toques de rock e pitadas progressivas, nos arranjos elaborados, mas sem nunca pretender ser uma banda do estilo, mantendo o foco em músicas, de certa forma, acessíveis e grudentas como o pop rock deve ser.

Às 22h a banda entra em cena com um belo jogo de luzes e uma estrutura composta por painéis de Led que alternam imagens e criam uma moldura perfeita para a viagem de três décadas que tem início com Everybody Wants to Rule the World. Com a platéia ganha desde o princípio, o duo Roland Orzabal, (voz e guitarra), e Curt Smith (voz e baixo), interpretaram seus maiores hits, e eles são muitos, intercalados com composições menos conhecidas da platéia, mas que servem para destacar o talento dos músicos que os acompanham e que a banda passou longe da mediocridade. Músicas como Everybody Loves a Happy Ending contém altas doses de psicodélia e mostra que a dupla deve ter o Sargent Peppers Lonely Heart Clubs Band em lugar de destaque em suas prateleiras. Em pouco mais de 1h40 a platéia composta por pessoas na casa dos trinta e poucos anos, ou mais, pode cantar e dançar, meu pé ainda me lembra dessas danças de quem não está nem ai para os passos dos anos 80, ao som de Advice for the Young at Heart, Sowing te Seeds of Love, Break it Donw Again, (talvez o último grande sucesso deles), e cantar mais alto que ambos o refrão de Head Over Heels.

O público esperava por Woman in Chains e foi atendido no bis.

O backing vocal Michael Wainwright, que já brilhava ao longo do show, mostrou todo o potencial de sua voz ao fazer a parte que cabe a cantora Oleta Adams, cantando em um registro vocal muito próximo do original, evidenciando toda a extensão da sua voz. Se o jogo começou ganho terminou com o “golaço” Shout executado, assim como todos os outros sucessos da banda, de maneira idêntica as versões de estúdio. Nem mesmo a rápida “fuga” do palco, após alguns acenos para platéia, foi capaz de esfriar o entusiasmo dos presentes.

Ao fim do show parecia que tanto o público, que enfrentou a falta de estrutura da casa para comportar todos os carros e organizar a entrada da platéia antes do horário previsto para o show, como a banda que viveu atritos, além de altos e baixos em sua carreira, saíram do Credicard Hall com o mesmo sentimento. Satisfação!

A música passa por aqui.

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