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System of a Down - Chácara do Jóckey/SP (01.10.11)

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Considerada a atração mais votada para participar do Rock in Rio através das enquetes no site do evento, o System of a Down não só confirmou a participação no último dia do evento como garantiu ao público paulistano uma apresentação na contestada Chácara do Jockey, um dia antes.

Cercada de expectativa, a Chácara do Jockey recebeu aproximadamente 30 mil pessoas eufóricas esperando pelo System of a Down, que contou com a boa abertura do Macaco Bong, banda de Cuiabá que goza de grande prestígio na cena alternativa e realizou uma boa apresentação.

Sem um disco de inéditas para divulgar e um hiato de quatro anos, o setlist contava com praticamente todos os clássicos construídos pela banda em seus 5 elogiados álbuns. Sem atraso e com casa cheia, o SOAD subiu ao palco pontualmente às 21h30 executando Prison Song, que em sua intro revelou a banda atrás de um extenso pano negro e o imenso logo ao fundo.

Expoente da revitalização do heavy metal nessa década, o SOAD possui um público fanático e distante da imagem de um headbanger, não a toa, a presença de “cabeludos” no show era mínima, sendo formada por jovens com vitalidade de sobra, resultando em diversas rodas em toda pista durante toda apresentação.

Uma dos momentos mais aguardados se deu logo na segunda música, a explosiva B.Y.O.B., cantada em plenos pulmões e com participação efusiva do público, que seguia cada gesto ou grito do vocalista Serj Tankian e Daron Malakian, uma junção de vocais tão distintos que parecem se completar ao vivo.

 

Passando por todos os seus álbuns, o SOAD manteve a empolgação com Revenga, Needles, Deer Dance e Radio/Video, até executar Hypnotize, música que ganhou destaque na sequência de álbuns Mesmerize e Hypnotize, ambos de 2005.

A voz de Serj ao vivo impressiona, quase irônica, o vocalista parece brincar com a própria voz a medida que a banda desenvolve vários ritmos e parece trazer o que de mais pesado existe na música com toda cultura local da banda, oriunda da Armênia.

O show seguiu com toda empolgação com as pesadas Question!, Suggestion e Psycho, que antecederam o maior hit da banda, Chop Suey!, o momento de maior catarse do show.

A “balada” Lonely Day deu a chance do público tomar ar novamente para outra sequência de peso, com Bounce, Lost in Hollywood, a irônica Kill Rock 'n Roll, Forest e Science. Sempre alternando faixas de todos os seus álbuns, o SOAD conseguiu desenvolver a sua primeira hora de show com facilidade, mostrando muita velocidade e trazendo as pausas na hora certa.

Com mais de 15 músicas executadas, o SOAD mantém bem o vigor no palco, mas a apresentação também tem seus momentos de oscilação, pois embora clássicos da banda sejam despejados sem cerimônia, a sequência com várias músicas rápidas e pesadas também fazem com que o público canse, já que a cada introdução  a prática de pogo em toda extensão da pista também diminui o ímpeto, afinal, ninguém é de ferro.

Aerials, que tocou à exaustão no país, foi outra que arrancou lágrimas dos fãs mais afoitos e empolgou ainda mais quando músicas como Vicinity of Obscenity, Tentative, a clássica Cigaro, Suite-Pee e War? foram tocadas em uma das melhores sequências do show, que ainda contava com Serj e seus discursos políticos, frases irônicas e, principalmente, uma convocação cada vez maior da participação do público.

A avalanche que a pista se transformou com a execução de Toxicity e Sugar, as últimas do longo set list, que incluia quase 30 músicas, mostrou bem a popularidade e expectativa que os brasileiros tinham com a banda. O SOAD se despediu de São Paulo sem a realização de um bis, ciente de que já havia feito no show tudo o que era possível e com o aval dos 30 mil presentes.

Ao fim da apresentação, é fácil perceber por que o SOAD é hoje uma banda ímpar na música e possui tamanha devoção do público. Impossível de ser classificado em algum estilo, o grupo foi responsável por fazer da música pesada da última década algo mais genérico, atingindo um público maior.

A popularidade de bandas como o System of A Down no Brasil abre precedente para que outros nomes de destaque da cena como Mastodon ou Trivium tenham mais espaço no país em festivais ou apresentações próprias. Mostrando que a música pesada é bastante popular em terras tupiniquins e que sempre haverá espaço para todos os públicos.

A música passa por aqui.

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