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Fourfest Clash - Club/SP (16.09.11)

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Realizado em 2010 pela primeira vez, o Fourfest trouxe ao Brasil nomes de destaque como Caribou e Gold Panda, com boa aprovação de mídia e público, foi considerado um dos line ups mais elogiados de 2010. A missão de repetir o sucesso de sua primeira edição coube às bandas Some Community, o descoladíssimo Ariel Pink's Haunted Graffiti e o headliner da noite, a banda The Pains Of Being Pure At Heart, que tem seu som focados em guitarras distorcidas, trazendo grande devoção ao shoegaze, mas sem abandonar o pop.

Some Community
Tendo seu início pouco depois das 22h00, a banda paulistana Some Community subiu ao palco como uma novidade para grande parte do público e surpreendeu logo de início, com um som mais pesado do que aquele que realiza em estúdio, explorou bem aqueles que já conheciam seu som, cativando aos poucos o rígido público. Com influência de bandas como Sonic Youth, o Some Community  traz o lado mais suave dos americanos e de todo pop dos anos 90.

Embora com uma apresentação curta, os paulistanos mostraram que a experiência na edição 2011 do SXSW rendeu ótimas performances e maturidade de palco. O ponto alto do show foi com Young & Flesh, levantando parte da plateia e dando um ótimo pontapé inicial na edição 2011 do Fourfest.

Ariel Pink's Haunted Graffiti
Não demorou muito para que o experiente Ariel Pink's Haunted Graffiti assumisse o palco da casa. Formado em 1996, a banda gravou seu primeiro álbum somente em 2002 pelo selo Gloriette e traz em sua sonoridade guitarras mais pesadas aliadas a um teclado que carrega uma psicodelia digna de um Flaming Lips.

O vocalista Ariel Rosemberg é um show à parte, com seu estilo introvertido mostrou ao público um grande entrosamento e exibiu vários hits de seu último álbum, Before Today, obtendo boa resposta do público. Com Fright Night e a animada Bright Lit Blue Skies, ficou claro que para muita gente o Ariel Pink deixou de ser uma incógnita no país há tempos.

Com pouco mais de uma hora o Ariel Pink brincou, cantou e realizou um ótimo show e encerrou com Round and Round, música responsável pela popularização da banda no Brasil.

The Pains Of Being Pure At Heart
Chegava a vez do The Pains Of Being Pure At Heart e ficava claro que o melhor da festa estava guardado para o final, embora desconhecida do grande público, a banda de Kip Berman subiu ao palco da Clash com uma recepção digna de um nome consagrado no país, mostrando que a internet e o próprio interesse do público surpreendem até o mais cético produtor.

Um detalhe interessante foi a performance do baixista Alex Naidus, que subiu ao palco com uma camisa do Corinthians. Era impossível não obter olhares atentos (de aprovação e repulsa) por parte do público. Com certeza alguém deve ter informado o integrante da banda da popularidade do time no país e essa foi uma forma encontrada para ganhar a simpatia do público (algo obtido rapidamente).

No palco o The Pains Of Being Pure At Heart justifica a ansiedade, com um trabalho de guitarras que assustaria o mais desavisado e uma presença de palco bastante intensa, empolgou desde seu início mandando logo de cara a faixa-título de seu último álbum, Belong. Com o público na mão já mandou This Love Is Fucking Right e trouxe ainda mais o público para o show.

Sem dar muito tempo para respirar, mandou Heart in you Heartbreak e deixou claro que as apresentações do The Pains Of Being Pure At Heart são verdadeiros massacres sonoros; a necessidade de afinar o instrumento entre cada música mostrava a intensidade que uma banda de shoegaze causa ao vivo.

No setlist da banda também entram algumas músicas mais calmas, dando tempo do público respirar e se preparar para uma sequência arrasadora no final, com Stay Alive e Come Saturday foi possível ver que dentro de todo aquele arsenal sonoro existe uma grande sensibilidade. O relógio já passava de 02h00 quando a banda executou Young Adult Friction, seu maior hit no país e que causou catarse no público já cansado e que se manteve todo tempo junto com Kip, mostrando o quão esperada era a apresentação.

Após uma parada para o bis, Contender foi executada com Kip sozinho ao palco, que depois contou novamente com toda banda para fazer seu encerramento com Say No To Love e Strange, encerrando outra ótima apresentação.

Encerrada a segunda edição do Fourfest o sentimento é de que o evento se consolidou de vez na cena alternativa de São Paulo. Com uma curadoria bastante eficiente e que escolheu de forma certeira o line up do festival. Agora é aguardar a próxima edição em 2012 com a mesma ansiedade e esperar por mais uma feliz escolha do Fourfest.

A música passa por aqui.

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