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Hypnotic Brass Ensemble - SESC Pompeia (03.06.16)

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Velho conhecido do público brasileiro, o coletivo radicado em Chicago da Hypnotic Brass Ensemble dificilmente passa um ano sem realizar shows em nosso país. Dessa vez, com uma turnê que teve shows agendado no Rio de Janeiro e São Paulo, o grupo contou com noites esgotadas durante os dois dias em que subiu ao palco do SESC Pompeia nos dias 3 e 4 de junho.

No palco com um trio de baixo, bateria e guitarra, a Hypnotic Brass Ensemble ao vivo soa como uma versão subvertida de uma big band de jazz. Amparado por 4 trompetes e dois trombones, leva para seus shows a verdadeira fusão entre o funk, o jazz e, principalmente, o hip hop, vertente que – não a toa – fez do grupo parceiro de nomes como Erykah Badu, Ghostface Killah e o lendário Wu Tang Clan.

Com cinco discos de estúdio lançados, além de demos e colaborações, o show do grupo americano é uma verdadeira incógnita em termos de repertório. Diante de um público bastante heterogêneo, o que permanece em voga durante as quase 2h de show é a fusão de ritmos que unicamente propõem a diversão. Ou seja, mesmo que você não tenha noção de uma única faixa do grupo, dificilmente você vai sair do show da Hypnotic Brass Ensemble sem ter dançado como em uma verdadeira balada.

Com a força de um furacão em seus instrumentos de sopro, Gabriel Hubert é o verdadeiro MC de uma apresentação intensa e que evoca algumas das principais faixas da carreira do grupo. Ménage à Trois, War, Coffee e Party Over Here são bons exemplos de como uma apresentação é capaz de cativar unicamente pela precisão e entrega de seus integrantes.

Alternando o papel de frontman a cada execução, o grupo de Chicago consegue provar que faz boa música sem exaltar uma possível complexidade de gêneros como o jazz e o funk, jogando por terra qualquer segregação musical. Em outras palavras, o que mais se percebe em cada apresentação da Hypnotic Brass Ensemble é o legado de uma cultura dos músicos de rua de New Orleans, se tornando bastante democrático.

Conhecidos como “Os Bad Boys de Chicago”, a HBE conseguiu novamente reforçar que, embora a cara de mau de seus integrantes possa intimidar o menos avisado ouvinte, ao vivo o grupo celebra em harmonia o encontro de fãs das mais variadas vertentes em um único ambiente.

Com um show repleto de improvisos, ainda houve espaço para alguns destaques, caso das faixas One In A Million e After Party, essa última responsável pelo encerramento do show.

Escrevendo mais um capítulo em sua história com o público brasileiro, a Hypnotic Brass Ensemble sabe que é bem-vinda e que existe muita história por ser contada. E podem ter certeza que desde já o público agradece por isso.

A música passa por aqui.

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