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Krisiun - SESC Pompeia (08.07.16)

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Um olhar menos profundo sobre a cena heavy metal brasileira pode ser descrito como “antes e depois de Angra e Sepultura”. Bandas responsáveis por inserir o país no circuito internacional, tiveram em seus integrantes um alto grau de técnica e feeling poucas vezes visto no gênero.

Respeitados mundialmente, ambas as bandas escreveram seu nome na história à medida em que viram suas formações passarem por drásticas mudanças. Mas o mais assustador nisso foi ver o já não tão grande público de metal parar no tempo junto com as bandas citadas e ignorar uma ascensão tão impressionante de nomes como o Krisiun, que se apresentou por dois dias (8 e 9 de julho) no SESC Pompeia, em São Paulo.

Formado há mais de 25 anos, o Krisiun é seguramente um bastião da moralidade no heavy metal brasileiro. Formado por Alex Camargo (guitarra) e os irmãos Max (bateria) e Moyses Kolesne (guitarra), a banda já lançou dez álbuns e vem mostrando uma evolução impressionante a cada ano que passa. Seu último disco, Forged in Fury, lançado em 2015, esteve presente entre os melhores lançamentos do ano e é mais um capítulo que reforça o respeito da cena internacional pela banda gaúcha.

Com dois dias em SP, o Krisiun arrastou para o SESC Pompeia um ótimo público em ambas apresentações, especialmente no sábado, com ingressos esgotados. Na sexta, show que acompanhamos, a sempre bem receptível Comedoria do SESC contou com presenta maciça de headbangers que acompanharam um show que comprovou o tamanho da evolução do grupo ao longo dos últimos anos.

Com um set que trouxe algumas surpresas, em destaque a ótima Apocalyptic Victory, faixa do álbum Apocalyptic Revelation, de 1998, o Krisiun apresentou um massacre sonoro digno de um dos grandes nomes do gênero. Mesmo as faixas de seu último disco, caso de Scars of the Hatred e Ways of Barbarism, não contrastaram com seu repertório mais antigo e apenas comprovaram que a evolução técnica de seus integrantes refinou a agressividade já vista no disco The Great Execution, de 2011.

E entre solos e ótimas faixas de seus dez álbuns, ainda arrumou tempo para homenagear Lemmy Kilmister com uma ótima versão de Ace of Spades, bastante celebrada. Dosando bem passado e presente no setlist, fez questão de satisfazer o público oldschool ao revisitar Black Force Domain, seu primeiro clássico, ainda em meados dos anos 90.

Pareciam ter passados 30 minutos, tamanha intensidade da apresentação, mas diante de um longo set que bateu pouco mais de 1h30 o Krisiun deixou o palco ovacionado como deveria ser e com uma simplicidade ainda mais impressionante. Conversando com o público, chega a assustar a humildade de seus integrantes frente à absurda qualidade musical que seu show apresenta.

Talvez longe da popularidade do que hoje goza o Sepultura, a banda gaúcha se tornou essencial para o death metal mundial e só ao vivo é possível comprovar isso. O público internacional já sabe disso faz tempo, cabendo a nós dar o devido valor a uma banda que já escreveu seu nome na história e não cansou de evoluir na carreira. Longa vida ao Krisiun!

A música passa por aqui.

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