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Megadeth - Espaço das Américas (07.08.16)

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Um dos grupos mais adorados pelo público brasileiro, o Megadeth pode até não contar com o tamanho do respaldo que o “concorrente” Metallica goza no país, mas ainda impressiona ao vivo.

Em turnê de divulgação do ótimo álbum Dysptopia, Mustaine deu início a mais uma passagem pelo país com um repertório que pelo que se desenhava já beirava a perfeição pela quantidade de clássicos. Fora isso contava com carta na manga, Kiko Loureiro. O resultado? Casa cheia no último domingo (07) no Espaço das Américas.

Foram necessários 40 minutos e vários clássicos do rock no som do Espaço das Américas até que a banda subisse ao palco e não precisasse de mais que 5 minutos para dar a entender que a espera valeria a pena. Após uma animação nos telões o Megadeth deu início ao show com Hangar 18, clássico do álbum Rust in Peace, para delírio de um público eufórico como há tempos não se via no país.

Já nos primeiros solos ficou claro que a escolha de Kiko Loureiro foi a mais acertada para um cargo que já teve, entre (muitos) outros, o lendário Marty Friedman. Esbanjando vontade, o guitarrista brasileiro impressionou logo de cara uma empolgação que parecia ter se perdido nos últimos conturbados anos com o Angra. Com um início arrebatador, foi em Tornado of Souls que Kiko arrancou o primeiro coro da noite, com uma performance impecável. Vale ressaltar a carga emocional que a execução da faixa teve naquele momento, já que Dave fez questão de homenagem o recém-falecido ex-integrante da banda, Nick Menza.

Daí por diante o frontman do Megadeth teve o público na mão. Empolgado como há tempos não se via, Mustaine fazia questão de conversar com o público a todo instante e gozar de sua posição no mundo do metal. Com performances arrebatadoras, sacramentou um dos melhores momentos da noite na sequência Wake up Dead / In My Darkest Hour e resgatou elementos até então perdidos em shows do gênero em She-Wolf, tendo o solo de guitarra cantado pelo público.

Com tantos clássicos na manga, o descanso poderia surgir com faixas do novo álbum da banda, Dystopia, mas não foi o que aconteceu. Espalhadas pelo setlist, faixas como Fatal Illusion, The Threat Is Real e, em especial sua faixa-título, mostraram que o último disco do Megadeth era mesmo o melhor trabalho da banda em anos, sendo bem recebidas, em especial a última citada.

Talvez seja o certeiro setlist, a presença Kiko ou o fato de Mustaine estar em um bom dia, mas tudo convergiu para que as 2h de show prometidas pelo Megadeth transcorressem com a grandiosidade que acompanha o nome da banda americana. Amparado pelo bom palco e a segurança de Dave Ellefson, Trust, A Toute Le Monde e Symphony of Destruction caíram como uma luva diante de um público que cantou praticamente o set inteiro do show.

Peace Sells foi responsável por encerrar a primeira parte de um espetáculo irrepreensível. E depois de prometer uma surpresa nas redes sociais, Mustaine fez questão de agradecer ao público e trazer Mechanix pela primeira vez ao palco em seis anos.  A faixa sucedeu o momento em que Kiko foi ovacionado não só pelo público, mas pelo chefão da banda. Definitivamente não era uma noite comum.

Holy Wars sugou as últimas gotas de energia de um público que saiu extasiado do Espaço das Américas. O Megadeth encerrava ali aquela pode ser considerada sua melhor apresentação em solo brasileiro após anos de visitas ao país. Uma noite histórica, tanto para o público como para a banda, que hoje tem uma identificação ainda maior (se é que isso é possível) com seu público.

A música passa por aqui.

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