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Nação Zumbi - Audio Club (12.08.16)

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Uma das bandas mais queridas do rock nacional, a Nação Zumbi se tornou um daqueles patrimônios musicais que se tornaram praticamente inquestionáveis, mesmo tendo derrapado vez por outras em seus últimos lançamentos.

Bastante querido na capital paulista, a banda – que sempre esgota ingressos por aqui – trouxe à cidade aquela que pode ser considerada uma das turnês mais aguardadas do ano, onde executa a íntegra do álbum Afrociberdelia, célebre disco da época em que ainda contava com a liderança de Chico Science.

Acompanhado de DJ Dolores e o sempre eficiente Siba, o show aconteceu no último dia 12 de agosto na Audio Club, que contou com um ótimo público para uma longa noite regada ao mais puro manguebeat.

Depois de  um set de DJ Dolores e uma ótima apresentação de Siba, que já deixou de ser uma novidade e sim uma realidade bastante consolidada há tempos, a Nação Zumbi subiu ao palco próximo das 02h da manhã para um ansioso público. E desde o início, com Mateus enter, ficou claro que não era uma noite normal nem para o público e nem para a banda.

Ponto fora da curva, Afrociberdelia é o disco que fez os olhos do país se virarem para o Recife e sua antena parabólica colocada na lama, conforme sempre definiu Chico Science. Ciente disso, o show ali não era mais da Nação Zumbi, mas uma homenagem o um dos artistas mais influentes de uma cena que nunca mais deixou de apresentar bons nomes.

Seja na performance explosiva de Jorge Du Peixe, que em muito contrastava com os shows da Nação Zumbi atuais, ou nos solos de Lúcio Maia, o que se viu na Audio Club beirou a catarse desde o início do show. E só assim foi possível ter ciência do tamanho do legado deixado por Chico através de seu segundo disco.  Não se tratava de rock tradicional e também não era só manguebeat, naquele momento o que a Nação Zumbi apresentou foi justamente aquilo que seu líder um dia profetizou: world music brasileira.

Disco que carrega clássicos como Manguetown e Maracatu Atômico (que ao vivo faz jus ao nome e faria qualquer fã de Rage Against the Machine sentir inveja do tamanho da empolgação do público), Afrociberdelia soa ainda mais atual duas décadas depois de seu lançamento.

Faixas como Etnia, Um passeio no mundo livre e Corpo de Lama são algumas das composições que seguem sendo extremamente relevantes. E hoje, duas décadas depois, a genialidade de Chico Science se mostra ainda mais fascinante, mesmo para quem nunca havia ouvido o disco na íntegra.

Composto por 18 faixas, o show de Afrociberdelia marca uma fase onde as bandas tinham a capacidade de agrupar em um trabalho uma gama irreal aos dias de hoje de singles que poderia muito bem funcionar nas rádios do país. Dado isso, o show encaminhou-se para pouco mais de 1h30 quando somada as 3 faixas da Nação Zumbi que compuseram o bis do show.

Responsável por encerrar a apresentação, Quando a maré encher segue sendo um dos maiores hits da Nação pós-Chico, mas naquela noite nem se fazia necessária. O que aconteceu naquela noite na Audio Club foi bem além da execução de um disco, mas de celebração de uma cultura.

A música passa por aqui.

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