All for Joomla All for Webmasters

A Ao vivo

Previous Next

Capital Inicial - Espaço das Américas (10.09.16)

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

O show é acústico, o público não. Dito isso fica fácil descrever o que foi o lançamento do novo projeto do Capital Inicial em São Paulo, onde se apresentou diante de 6 mil pessoas no Espaço das Américas na última noite de sábado, 10 de setembro.

Desde que foi anunciado, Acústico NYC chegou com pompas de ousadia e com um repertório que em nada lembra o projeto realizado na virada do século, quando a banda praticamente redefiniu sua história. Composto por faixas lançadas nessa segunda fase de sua carreira, um dos pilares do rock de Brasília teve menos tempo para transformar cada uma delas em “clássicas” quando comparadas ao primeiro projeto, mas impressiona como sua presença marcante no cotidiano do público enraizou cada uma delas em seu repertório.

Com casa cheia, o Capital subiu ao palco – que contava com uma cenografia impressionante – já com jogo ganho. Seguindo parte do repertório do CD/DVD, apresentou as boas Ressurreição e A mina para depois começar a explorar passado e presente como uma única coisa, mantendo a apresentação empolgante durante toda sua extensão.

Com sete músicos no palco, o acústico do Capital não é tão acústico assim. Encorpado, o som da banda em seu novo projeto faz com que Dinho Ouro Preto exerça plenamente seu papel de frontman, interagindo com o público tal qual um show plugado. Depois da Meia-Noite, Olhos Vermelhos (que há tempos não aparecia nos sets da banda) e O lado escuro da lua foram outras que ganharam destaque nessa primeira parte do show.

Sem negar suas raízes, Dinho também exerce seu papel ao mostrar o papel contestador do rock em tempos atuais e criticou sem medir as palavras o atual momento da política brasileira, algo raro em apresentações de rock atual. Exaltou Legião Urbana com uma belíssima versão de Tempo Perdido e Que País É Esse?, Charlie Brown Jr com  Proibida pra Mim, Me Encontra e Só os Loucos Sabem e realizou um show que ultrapassou a marca de 2h40.

Dividindo o show em duas partes, o Capital deu aos fãs mais saudosos uma segunda metade ainda mais intensa, quando explorou seus maiores clássicos em sequência, engatando Musica Urbana, Veraneio Vascaína, Fátima e Independência em versões que pouco se distanciavam das plugadas, tamanha a empolgação do público.

E o grande segredo do sucesso do lançamento de Acústico NYC em São Paulo foi justamente essa reciprocidade frente ao seu público. Banda que soube se renovar após um hiato na década de 90, o Capital Inicial ainda consegue ser um elo entra o passado e o presente do rock nacional. Daí seu tamanho: gigante.

Com uma turnê que se desenha como uma das melhores do país nos próximos meses, o Capital Inicial tem tudo para coroar mais um projeto em shows que devem proporcionar catarses por onde passar. Esqueça o novo Capital e não se apegue ao velho, ao vivo a banda de Brasília consegue agradar a gregos e troianos em uma apresentação tão grande quanto sua história.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais