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André Matos - SESC Pinheiros (09.12.16)

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Fazem 20 anos e até hoje fica difícil imaginar um álbum de heavy metal tão inventivo e ousado como Holy Land, verdadeira obra-prima da carreira do Angra.

Os elementos de percussão, a temática que explora os mais diversos ritmos na época do descobrimento do Brasil e, claro, o auge do metal melódico são os pilares de um disco que envelheceu como poucos e atraiu ao SESC Pinheiros uma geração de headbangers que provavelmente nem teve a chance de acompanhar a banda em sua formação clássica.

Sob a tutela de André Matos, vocalista que imortalizou clássicos como Nothing to Say, Make Believe e Carolina IV em Holy Land, o disco ganhou vida uma vez mais com a presença de Hugo Mariutti e João Milliet (guitarras), Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria).

A tarefa não era das mais fáceis. Repleto de variações e elementos que rechearam a temática da banda em estúdio, Holy Land é certamente o disco que mais exigiu de André em sua carreira e levar isso para o palco duas décadas depois era uma missão difícil, mas que foi muito bem executada diante de um séquito público do vocalista.

Seguindo a sequência do álbum, o André Matos de hoje se aproximou consideravelmente daquele André que já brilhava no passado. A força com que algumas faixas do disco foram ganhando vida minuto a minuto pareciam trazer um misto de nostalgia com perspectiva de tempos melhores em um gênero hoje muito menos popular no Brasil que no passado.

Acompanhado em praticamente 100% do repertório pelo público, fez de faixas longas como Carolina IV, Holy Land e Z.I.T.O. um mergulho no que de melhor o metal nacional apresentou ao longo de sua história. E emocionou, ainda que a própria voz de André hoje sinta o efeito de duas décadas pelos palcos do mundo.

Responsável por ter levado o metal nacional a um novo patamar, André hoje soa muito menos teatral que antes, sabendo a hora certa de dar ao público o que ele precisa. Essa fusão entre maturidade e técnica faz de Holy Land um disco ainda mais impressionante justamente pela complexidade que cada faixa exige de sua entrosadíssima banda.

O bis, que trouxe músicas da fase de André Matos com sua outra banda, o Shaaman, grupo que caminhou em uma linha similar à do álbum Holy Land e curiosamente mostrou como a opção de ter saído do Angra apresentou significativa mudança na direção musical do vocalista.

Cada vez mais aberto à tendências dentro do heavy metal, André fez de seu show não só a celebração do disco, mas o registro de um período onde a ousadia acabaria premiando sua história anos depois. E no contraste disso, mas para a alegria do público, Carry On deu boa noite a um público que encarou chuva numa sexta-feira concorrida do Teatro Paulo Autran, no SESC Pinheiros.

A música passa por aqui.

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