All for Joomla All for Webmasters
Previous Next

Weezer - Weezer (Teal Album)

User Rating: 0 / 5

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Existem bandas que nos fazem sentir uma nostalgia quase surreal. Tiveram um passado gigante, se perderam na carreira e ainda assim gozam de um prestígio descomunal, como se cada erro fosse perdoado em prol de uma história que não queremos esquecer. O Weezer é uma delas.

Depois de um início de carreira tão incrível, como álbuns como Weezer (1994), o famoso Blue Album, e Pinkerton (1196), a banda do vocalista Rivers Cuomo engatou uma sequência de lançamentos questionáveis, se ausentou completamente do Brasil depois de uma passagem histórica em 2005 e ainda assim empolga o público daqui como se ainda vivesse os anos 90.

Depois de discos sofríveis como Raditude (2009), Everything Will Be Alright in the End (2014) e Pacific Dream (2017), a banda chegou a engatar uma turnê com repertório de sua fase mais clássica e agora lança seu novo álbum, o como foi chamado pela banda, o Teal Album. Um disco de covers.

Transportar clássicos do rock como Africa, do Toto, Everybody Wants to Rule the World, do Tears for Fears, e até Paranoid, do Black Sabbath, para o mundo do Weezer seria uma aventura até interessante, desde que as músicas fossem realmente para o mundo do Weezer. Não é o que acontece.

Sem mudar absolutamente nada nos arranjos de cada hit escolhido, o que inclui aí o teclado tão marcante de Sweet Dreams, do Eurythimics, e Take on Me, do a-ha, o Weezer nada mais faz do que cantar as músicas e entregar um disco que pouco acrescenta a uma discografia que depois da virada do século passou praticamente despercebida no mundo da música.

Ainda assim há alguns resultados interessantes, como em Happy Together, do Turtles, e Mr Blue Sky, da Electric Light Orchestra, mas nada de encher os olhos como deveria. Na realidade a felicidade ocorre muito mais pelo fato de saber que músicos que você admira ouvem músicas que você também gosta do que necessariamente pela qualidade das faixas em si.

Outro fator que “desanima” no lançamento do Teal Album é certamente o fato de vermos uma banda com tanto potencial parecer caminhar para uma reta final de carreira sem maiores pretensões e tão caricata. Da imagem de aspirante a Buddy Holly nos anos 90, Rivers Cuomo parece ter se tornado um fruto amargo da indústria pop.

Teal Album, não chega a ser algo que você desgoste ao ponto de sentir raiva da banda, longe disso, mas é forte candidato a disco para ser ouvido uma única vez e comentado esporadicamente nas rodas de amigos. Nada além disso.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais