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Entrevista COCKNEY REJECTS

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Verdadeiro patrimônio do street punk, o Cockney Rejects vem ao Brasil para uma série de shows nos próximos dias para shows que desde seu anúncio já podem ser considerados históricos. Formada no subúrbio de Londres em 1978, o grupo inglês chega ao Brasil disposto a prestar solidariedade às vítimas do trágico acidente que envolveu toda delegação da Chapecoense, em novembro de 2016.

Para quem não tem ideia do tamanho da imporância da banda inglesa, o Cockney Rejects faz parte da segunda onda do punk rock, trilhando os passos de grupos como Sex Pistols, The Clash, Buzzcocks e The Damned, além de ser considerada a precursora do movimento “Oi!”, o que levou a ter muitos hooligans e skinheads entre seus admiradores.
 
Recentemente a banda inglesa, que sempre foi apaixonada por futebol, gravou uma faixa em homenagem às vítimas do acidente da Chapecoense e sua turnê tem início justamente em Medellín (16/04), cidade do Atlético Nacional, e a banda também vai agradecer toda a solidariedade do povo colombiano e também homenagear o clube por ter cedido o título da Copa Sul-Americana à Chapecoense.

E antes de iniciar sua turnê o Passagem de Som conversou com Jeff Turner sobre a turnê, futebol, política e outros assuntos.

Shows no Brasil
Jeff Geggus: Esperamos que nossa nova turnê sul-americana dê a chance dos fãs do Cockney Rejects acompanharem ótimas shows. Memórias de nossa última turnê pelo país, em 2010, são um pouco nebulosas agora, mas foi um grande momento em nossa carreira.

A gravação de uma música em homenagem a Chapecoense
Jeff Geggus: O acidente com o time da Chapecoense foi verdadeiramente trágico. Ele em especial chocou qualquer fã de futebol de futebol em todo o mundo.

 Nós do Cockney Rejects somos uma banda ligada ao futebol e nos orgulhamos muito em honrar as famílias das vítimas e os fãs da Chapecoense lançando essa canção. Esperamos que o impacto de tudo que aconteceu em novembro de 2016 seja sempre forte e nunca esquecido.

Brexit e a música
Jeff Geggus: Eu não sou um grande fã de política e não gosto que isso esteja ligado à música. Mas apenas para constar eu votei a favor do Brexit junto com a maioria de nossa nação. Eu não tenho um machado e nem vou ameaçar aqueles que votaram para permanecer ou que pensem diferente. Isso se chama democracia e é assim que tem que ser.

O papel das grandes gravadoras
Jeff Geggus: O mundo da música mudou muito hoje em dia. Tudo é digital e os fãs fazem o download, o que é estranho para mim. Espero que possamos fazer um novo álbum do Cockney Rejects em um futuro próximo e acredito que as gravadoras estarão obsoletas em cinco anos.

A política global
Jeff Geggus: Eu realmente não tenho ideia sobre tudo o que está acontecendo com o Brasil politicamente. A maioria dos países está dividido e acho que pode ser muito perigoso forçar suas opiniões políticas para outras pessoas, especialmente em países em que você não vive.

Por exemplo o caso Trump, não tenho opinião formada sobre a eleição dele. Ele é presidente dos Estados Unidos, um país em que não moro, então acredito que seria totalmente injusto comentar sobre a sua posição em relação ao mundo. O punk reflete com certeza tempos difíceis, mas quase tudo hoje em dia faz isso.

O futebol moderno
Jeff Geggus: O futebol moderno foi arruinado por executivos gananciosos, direitos de TV e dinheiro. A Premier League (Liga Inglesa) matou o futebol na Inglaterra, essa é a minha opinião. Ela foi feita apenas para pessoas que tem muito dinheiro e as classes mais baixas não tem acesso.

Futuro
Jeff Geggus: Nossos planos após os shows no Brasil incluem shows na Europa e nos Estados Unidos. Esperamos ter muitos anos pela frente ainda.

A música passa por aqui.

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