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Entrevista THE FLATLINERS

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Atração da edição 2017 do Maximus Festival, a banda de punk rock canadense The Flatliners vem ao Brasil pela primeira vez disposta a fazer história e acabar com a frustração de ter visto sua apresentação cancelada no país junto com o extinto WROS Fest. Dono de álbuns que se tornaram clássicos do gênero, o The Flatliners se tornou referência na cena mundial graças ao lançamento de álbuns como Cavalcade, de 2010.

Atualmente o The Flatliners segue em turnê do álbum Inviting Light, disco que vem sendo bastante elogiado pela crítica mundial e já vem caindo nas graças dos fãs da banda, que a cada ano elevam ainda mais o status do grupo formado em Ontário, no Canadá.

Antes de sua primeira turnê pelo Brasil, o Passagem de Som conversou com o animado Chris Cresswell, guitarrista e vocalista da banda, que não esconde a empolgação de vir ao país pela primeira vez e falou sobre o festival, o novo álbum e diversos outros assuntos.

A vinda ao Brasil para o Maximus Festival2017
Chris Cresswell: Nós estamos muito animados por finalmente estarmos indo para o Brasil! Há anos ouvimos sobre como as pessoas são incríveis no país e tínhamos que tocar aí. Faremos no festival um show realmente selvagem e depois queremos encontrar Rob Zombie e fazer uma festa com o pessoal do Ghost.

O novo album, Inviting Light, no palco
Chris Cresswell: Tem sido ótimo tocar essas novas faixas ao vivo. Realmente ótimo! Nós sempre nos divertimos tocando faixas de todos os nossos discos quando estamos em turnê e as escolhidas de Inviting light estão funcionando muito bem ao vivo e dando um ar mais eclético ao show. E especialmente pelo fato de termos passado muito tempo escrevendo as faixas desse disco, levar cada uma delas para os shows e ver a força dessas palavras é uma experiência incrível e que queremos compartilhar com as pessoas.

A volta dos EPs e singles
Chris Cresswell: Acredito que a cultura dos singles está voltando de um jeito muito legal. As pessoas estão cada vez mais ocupadas e com dificuldade de dedicar sua atenção para as coisas. Hoje o artista pode colocar na internet o que acha melhor e dar o passo adiante na carreira com um ótimo single. E se as pessoas gostarem elas irão ao show atrás de algo novo, mas tudo começa com as pessoas conhecendo algo menor.

Esse trabalho já é realizado dentro da cena hip hop há tempos e também na música pop, mas acho que agora é a hora de bandas punks e de rock começarem a fazer isso. Existe tanta música lá fora e às vezes você tem somente 2 ou 3 minutos para ouvir algo que pode ser a porta de entrada para algo muito maior. E uma vez que você goste de uma faixa, torna-se realmente atraente ir atrás de uma ou outras duas de cada vez. Depois que lançamos o album Nerves, no ano passado, eu admito que só queria lançar 2 faixas por vez. Mas estou feliz que decidimos lançar o álbum Inviting Light completo, como vocês viram. Nós trabalhamos muito duro nisso e acho que mesmo com a cultura de singles de volta, sempre haverá pessoas que preferem um álbum completo, especialmente no mundo do punk ou do rock.

O cancelamento do Wros Fest em 2013
Chris Cresswell: Da parte da banda não existe nenhum ressentimento sobre o cancelamento daquela edição do WROS Fest, mas aquela situação foi definitivamente uma chatice. Como eu disse antes, fazia anos que ouvíamos das pessoas que tínhamos que ir ao Brasil porque gostavam de nosso trabalho e quando estava tão perto de acontecer acabou desmoronando e foi triste. Mas está tudo bem e agora teremos finalmente nossa primeira vez no Brasil no importante Maximus Festival e estamos muito animados!

A cena musical canadense hoje e a influência americana
Chris Cresswell: Acredito que atualmente seja um dos mais incríveis e inovadores momentos da música canadense. Nós sempre tivemos uma rica cultura musical, especialmente durante as décadas de 60 e 70, mas agora existe algo incrível acontecendo no país com uma abundância enorme de ótimas bandas de punk e rock de um extremo a outro do país. The Dirty Nil, PUP, Greys, Weaves, Dilly Dally, Comeback Kid, Library e Solids são ótimos exemplos de como o Canadá vive uma cena ótima e eclética atualmente. Também existe um enorme respeito e apoio entre as bandas, o que é realmente um sonho. Eu suponho que o mundo inteiro olhe a música Americana como inspiração, mas os norte-americanos também buscam inspiração em outros lugares.

O que seria do punk moderno sem a fusão de tudo o que aconteceu na Inglaterra? Eu não vejo a hora de conhecer mais as bandas brasileiras. Essa é uma das melhores coisas do mundo da música, sempre haverá algo novo para se descobrir.

O legado do album Cavalcade e a história do The Flatliners
Chris Cresswell: É sempre inspirador viajar e ouvir das pessoas que elas se inspiraram em algo que você fez para ter uma banda. Eu aprecio tudo o que falam sobre o album Cavalcade. Ainda é um álbum incrivelmente vibrante e que provoca enormes sorrisos em nossos rostos.

E se estamos realmente na posição de influenciar as bandas mais jovens e ser aquele nome para eles que NOFX ou Rancid foram para nós quando estávamos começando, isso pode apenas significar que estamos ficando cada vez mais velhos agora Hahaha Mas, de verdade, espero que eu possa fazer isso pelo resto da minha vida e muito do meu potencial para torná-lo realidade está nos ombros dos fãs por continuar sendo nossos fãs.

Acho que temos um ótimo relacionamento com as pessoas que apoiam nossa banda e sempre foi uma coisa bonita e inspiradora ver as pessoas crescerem quando crescemos. Como se estivéssemos juntos quase todo o tempo. Como se estivéssemos fazendo isso juntos!

A classe artística perante um mundo de intolerância
Chris Cresswell: Nós acreditamos que a música e a arte podem fazer a diferença. Em tempos onde a intolerância, o medo e o ódio estão em nome de um “líder de um mundo livre”, você pode apenas acompanhar a postura ignorante dele e buscar as verdadeiras informações para realizar um trabalho, mas meu ofício é a música e acredito que nos próximos meses veremos um verdadeiro batalhão de pessoas empurrando o mal para trás com suas manifestações artísticas. E isso já começou a acontecer.

Futuro
Chris Cresswell: Esse sera um ano bem ocupado para nós. Depois de nossa visita ao Brasil vamos cruzar o Canadá e os Estados Unidos por várias vezes (haha). Será um grande ano.

A música passa por aqui.

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