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Entrevista LEE FIELDS

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Seguramente um dos nomes mais expressivos da soul music, Lee Fields que vem fazendo hinos de soul e funk desde 1969. Com uma carreira de mais de quatro décadas, excursionou como backing vocal de nomes como Kool and the Gang, Hip Huggers, O.V. Wright, Darrell Banks e Little Royal até se consolidar como artista solo e construir uma discografia de muito, muito respeito.

Apelidado na década de 70 como "Little JB", nunca negou sua influência de James Brown à medida em que viu sua voz conquistar um público cada vez maior por onde passasse. Depois de lançar o sensacional Let's Talk It Over no fim da década de 70 ao lado do The Expressions, demorou quase três décadas para retomar a carreira solo, algo que só aconteceu em 2002, quando Problems foi lançado.

A parceria com o The Expressions foi selada novamente em My World, disco que saiu em 2009 e é considerado um dos melhores de sua carreira. De lá para cá Faithful Man e Emma Jean só reforçaram sua relevância na soul music e renderam uma turnê pelo Brasil, onde realizou shows com ingressos esgotados. No último ano, vivendo um dos momentos mais importantes da carreira, lançou Special Night, disco que serve de base para seu repertório em mais uma turnê que tem endereço certo, o Brasil, onde se apresenta no dia 8 de junho como principal atração da festa Talco Bells.

Antes de retornar ao país, Lee Fields conversou com o Passagem de Som sobre seu atual momento, a soul music e outros assuntos.

O show no Brasil
Lee Fields: As pessoas podem esperar por muita diversão e a chance de sentir uma alegria imensa em nossos shows. As palavras que canto em minhas canções e a paixão com que as digo ao vivo são feitas com o objetivo de tocar as almas e corações do público para passar esse sentimento.  Acredito que turnês são importantes para que o artista possa ver de perto as pessoas que apoiam o seu trabalho. 

A experiência com o DJ e produtor francês Martin Solveig
Lee Fields: Cantar ao lado de Martin Solveig foi alto realmente divertido. Ele me colocou diante de um novo público com seu trabalho de música eletrônica e essas pessoas até hoje me acompanham através de minhas faixas de soul music. 

A tecnologia na produção de ontem e de hoje
Lee Fields: Imagino que poderia fazer de Let's Talk It Over (N.E.: primeiro álbum solo, de 1979) um álbum tão bom quanto Special Night, lançado em 2016, se houvesse as mesmas condições de hoje. Mas o que faz meu último álbum especial são as letras e arranjos, que fazem dele um significado muito profundo. 

Otis Redding, Sam Cooke... como seriam hoje?
Lee Fields: Acho que se artistas como Otis Redding e Sam Cooke, caso estivessem vivos hoje, poderiam ser ainda muito relevantes.  Especialmente porque as pessoas em períodos difíceis precisam de músicas que possam confortar suas almas e apagar o stress da vida moderna. E eles faziam isso.  

A ligação com o Kool & the Gang
Lee Fields: Estive com o Kool & the Gang por um curto período e foi ótimo, mas não me considero parte do legado musical da banda.  

Música e política
Lee Fields: Quero acreditar que músicos são simplesmente músicos e políticos são políticos. Dessa forma tenho claro para mim que não sei nada sobre política, sou apenas um artista.

O adeus de ídolos da soul music
Lee Fields: Existe um momento quando somos crianças em que aprendemos que um dia todos morrem. Quando vejo artistas que me influenciaram partirem eu me sinto profundamente triste, mas  percebo que todos nós somos escolhidos em um momento especial para partirmos. Então rezo pela força para continuar.

O apelido de "Little JB"
Lee Fields: Bem, eu realmente não tenho nenhuma opinião sobre o apelido de "Little JB" porque felizmente ninguém mais me chama assim, acho que pelo menos há 30 anos (risos)

Futuro
Lee Fields: Mais turnês... mais discos e muito mais diversão!!

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